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Correio Braziliense

Protesto atrasa início de assembleia da Eletrobras em mais de três horas

Manifestantes contrários à venda da estatal fizeram ato em frente ao prédio da empresa, em Brasília, para inviabilizar o uso do auditório. A reunião, marcada para as 14h, começou depois das 17h


postado em 08/02/2018 18:38 / atualizado em 08/02/2018 20:40

A assembleia de acionistas da Eletrobras, marcada para as 14h desta quinta-feira (8/2), na sede da Eletronorte, em Brasília, só começou depois das 17h, por conta de protestos e tentativas de inviabilizar o uso do auditório do prédio da empresa. A reunião definirá a privatização de seis distribuidoras de energia do Norte e Nordeste, administradas pelo grupo.

 

Conforme a assessoria de imprensa da Eletrobras, não houve tumulto nem qualquer vandalismo, mas a assembleia só começou depois das 17h. As definições sobre a modelagem para venda das distribuidoras de energia Ceron (Rondônia), Amazonas Energia, Boa Vista Energia (Roraima), Ceal (Alagoas), Cepisa (Piauí) e Eletroacre só deverão ser conhecidas após divulgação de fato relevante, depois do fechamento do mercado.

 

De acordo com Fernando Antunes, advogado do sindicato dos trabalhadores da Eletrobras, os manifestantes entraram no auditório e barraram a entrada dos acionistas. “Entre outras coisas, conseguimos um ofício da Cipa (Comissão de Interna de Prevenção de Acidentes) contra a realização da assembleia no auditório por conta da estrutura do lugar, que não comporta o evento, sobretudo, em virtude dos desabamentos recentes”, afirmou.

 

Antunes disse que o Corpo de Bombeiro fez uma inspeção no local. “Foram colocados tapumes nas saídas de incêndio. Nós temos um mandado de segurança impetrado na Justiça do Trabalho que impede a realização da assembleia no local”, explicou o advogado.

 

Na entrada do prédio, alguns manifestantes vestiam camisetas do Movimento dos Sem Terra (MST) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Até o bloqueio ser liberado, acionistas, representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da própria Eletrobras ficaram do lado de fora aguardando o desfecho da confusão.


 

 

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