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Correio Braziliense

Após disparada dos valores em 11 semanas, preço do tomate tem alta de 200%

Disparada dos valores em 11 semanas torna hortifrutigranjeiros os vilões da cesta básica. Arroz e feijão também aumentaram no período


postado em 10/02/2018 08:00 / atualizado em 10/02/2018 12:14

Luiz Humberto Silva, gestor administrativo:
Luiz Humberto Silva, gestor administrativo: "Os itens estão caros neste começo de ano, mas o tomate foi o que mais aumentou" (foto: Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press )


Os preços do tomate dispararam e produtos hortifrutigranjeiros voltaram a ser os vilões da cesta básica dos brasileiros. Segundo pesquisa realizada pelo Correio, há 11 semanas o quilo do fruto podia ser comprado por até R$ 1,59, e hoje está por volta de R$ 4,99. Cerca de 200% mais caro, o item empurra a inflação para cima. E produtos como o arroz e feijão acompanham o aumento de preços.

Quem vai ao mercado reclama dos valores. “Os itens estão caros neste começo de ano, mas o tomate foi o que mais aumentou. Hoje, para o comprar o quilo do produto, eu tenho que pagar R$ 2 a mais do que há dois meses”, reclamou o gestor administrativo, Luiz Humberto Silva, 30 anos.

Para economizar com o produto, ele busca alternativas mais vantajosas. “Eu pesquiso bastante e fico de olho nas promoções. Procuro, também, comprar em feiras e verdurões. Além de mais baratos, são mais saudáveis” afirmou Silva. “Deve ter sido uma safra ruim para o tomate”, avaliou.

E o gestor administrativo está certo. Segundo o economista-chefe da MacroAgro, Carlos Thadeu Filho, as chuvas atrapalharam a colheita do produto. “Não é uma boa safra para o tomate. As chuvas nos meses de dezembro e janeiro sempre encarecem o produto”, explicou. “Este ano, foi ainda pior. Os níveis pluviais foram maiores e isso se refletiu no valor do tomate”, acrescentou.

Para os consumidores que estão esperando preços mais em conta, Thadeu Filho traz boas notícias. “A projeção é que o preço do produto caia nos próximos três meses”, afirmou. “Não vai ser muito abaixo do valor habitual, mas vai compensar a alta deste período”, destacou.

Infelizmente, não foi só o tomate que encareceu. Durante a semana, os preços do arroz e do feijão aumentaram bastante. O arroz está cerca de 18% mais caro, sendo encontrado de R$ 9,05 a R$ 17,99. Já o feijão está entre R$ 1,99 e R$ 4,29, 20% mais caro do que a semana anterior. Em 11 semanas, o preço mais alto do feijão praticamente dobrou, com alta de 99%. Enquanto o do arroz, no período, subiu 5,5%.

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