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Correio Braziliense

BNDES e banco alemão firmam parceria para desenvolver moeda digital

O TruBudget, como será chamado, terá fluxo de informações para dar transparência e eficiência aos empréstimos da estatal


postado em 28/02/2018 11:59 / atualizado em 28/02/2018 18:31

A KfW permitirá o acesso ao software e vai gerenciar todas as plataformas complementares, oferecendo suporte técnico(foto: Hamilton Ferrari/Esp. CB/D.A. Press)
A KfW permitirá o acesso ao software e vai gerenciar todas as plataformas complementares, oferecendo suporte técnico (foto: Hamilton Ferrari/Esp. CB/D.A. Press)

 
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinou, na manhã desta quarta-feira (28/2), um acordo de cooperação com a KFW (banco de desenvolvimento da Alemanha) para desenvolvimento da tecnologia blockchain, similar a da moeda virtual bitcoin. O TruBudget, como será chamado, terá fluxo de informações para dar transparência e eficiência aos empréstimos da estatal. 

A KFW permitirá o acesso ao software e vai gerenciar todas as plataformas complementares, oferecendo suporte técnico. Antes de ser expandido, o teste piloto será feito no Fundo Amazônia, que é gerido pelo BNDES.

O diretor da área de Crédito, Tecnologia, Informação e Planejamento da estatal, Carlos Alexandre da Costa, disse que a estatal está dando um passo muito importante para garantir a transparência dos pagamentos, inicialmente no Fundo Amazônia, “para que toda a população saiba, uma vez o dinheiro saindo do banco, quais são as organizações e as empresas que o recebem e o que fazem com este dinheiro.”



“Nós temos hoje, aparentemente, um paradoxo, porque nós temos hoje mais transparência que em qualquer momento da história, porque há 50 anos não se via nem 1% do que hoje nós conseguimos pela internet de informações públicas”, afirmou o diretor. “Mas ao mesmo tempo parece que nós temos menos, porque a sociedade quer ter mais informações, quer acompanhar mais aquilo que os nossos governos fazem”, completou. 

Em conferência, a diretora de Infraestrutura do BNDES, Marilene dos Santos, declarou que, além da transparência, a ferramenta também possibilitará que os ativos de infraestrutura sejam mais atrativos para o mercado. “É o uso dessas novas tecnologias para dar transparência e segurança ao investidor”, alegou. Ela ressaltou, ainda, que, além do Fundo do Amazônia, espera expandir para outras áreas do banco.

Carsten Sandhop, diretor do KfW, afirmou que o Fundo Amazônia é um projeto importante para a Alemanha e que o projeto tem grande importância e relevância para todos os envolvidos. Além disso, destacou a necessidade da digitalização das informações.

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