Economia

Meirelles defende que BC tenha mandato único para o controle da inflação

Segundo o ministro, o BC está atuando de forma independente, mas é preciso uma legislação para formalizar e garantir o papel de controle da inflação

Hamilton Ferrari
postado em 01/03/2018 12:53
Meirelles minimizou que há uma preocupação sobre a autonomia do BC
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse em coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (1;/3) que a ;posição correta; é que o Banco Central tenha um mandato para controlar a inflação, em referência ao projeto de lei que será feito para que a autarquia financeira tenha autonomia formal.

[SAIBAMAIS]Segundo o ministro, o BC está atuando de forma independente, mas é preciso uma legislação para formalizar e garantir o papel de controle da inflação. ;O projeto está em andamento, é um projeto muito importante, evidentemente, e é um projeto que nós estamos discutindo qual seria o formato adequado para o Brasil, qual é o mandato efetivamente do BC dentro das diversas experiências dos Bancos Centrais no mundo;, destacou Meirelles.
Ele minimizou que há uma preocupação sobre a autonomia do BC, que poderia exagerar no controle da inflação. ;A resposta é simples. O regime de metas já prevê isso em um intervalo de tolerância para cima e para baixo. Isso já resolve essas preocupação;, afirmou o ministro.

Meirelles declarou que há uma necessidade de mudar a legislação para formalizar ;o que já existe;. ;O BC hoje já tem uma atuação autônoma;, afirmou, ressaltando que a autoridade monetária precisa ter um mandato de controle inflacionário que incorpore o sistema de regime de metas.

;Recuo do consumo do governo é positivo;

Meirelles afirmou também que a redução do consumo do governo é positivo para a economia. Ele ressaltou que o setor público se expandiu bastante nos últimos anos e que precisa reduzir a sua interferência na economia.
Meirelles alegou que, segundo previsão da Fazenda, em 20 anos o consumo do governo cresceu muito no Brasil, saindo de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para 20%. ;Com o teto (dos gastos), isso modera. Cai um pouco. Se continuasse crescendo iria para 25% do PIB;, informou.
;O fato de que vai cair um pouco é positivo para a economia. Na medida que o governo diminua um pouco, no momento que isso for controlado, vai gerar mais recursos para investimentos, para consumo da população e isso é positivo para a economia como um todo;, completou.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o consumo do governo caiu pelo terceiro ano consecutivo, registrando queda de 0,6% em 2017. O resultado contribuiu para uma expansão menor do Produto Interno Bruto (PIB), que poderia ser maior, caso o governo tivesse gastado mais. A regra do teto dos gastos impediu o aumento das despesas do setor público.

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