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Correio Braziliense

Em Brasília, as controladoras de tráfego aéreo da FAB são maioria

No Cindacta I, responsável pelo centro do país, as profissionais femininas se revezam em turnos de sete horas e meia ou nove horas


postado em 08/03/2018 06:00 / atualizado em 08/03/2018 10:59

Marcela de Magalhães considera a atividade gratificante, pois garante a segurança de milhares de pessoas(foto: Minervino Junior/CB/D.A. Press)
Marcela de Magalhães considera a atividade gratificante, pois garante a segurança de milhares de pessoas (foto: Minervino Junior/CB/D.A. Press)


Os céus do centro do país estão nas mãos de mulheres. Se não totalmente, boa parte dele. Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), a maioria de controladores de tráfego aéreo que trabalha no Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta I), em Brasília, é formada por mulheres. Em todo o Brasil, as profissionais femininas nesse setor representam cerca de 45%, mas o índice aumenta ano a ano.

Para a controladora de trafego aéreo do Cindacta I Marcela Soares de Magalhães, que trabalha no cargo desde 2009, é um orgulho estar na profissão. “Realizei um sonho quando consegui o cargo. Foi com ele que conquistei minha independência”, lembrou. Para Marcela, a atividade é gratificante, pois permite garantir a segurança de milhares de pessoas que utilizam aeronaves por dia no Brasil. Entre outras funções, o controlador estipula procedimentos de subida e descida, presta serviço de informação de voo e fornece importantes informações meteorológicas.

Como mulher, ela conta que nunca sofreu preconceito na carreira militar. “Eu só me orgulho de ser mulher neste meio. Sempre fui muito respeitada, desde a minha preparação até hoje em dia”. Marcela lembra que, durante o curso de formação, que ocorreu em São Paulo, de 164 pessoas na turma, 96 eram mulheres. “O ambiente era igualitário, dividíamos todas as funções e nunca senti diferença”, disse.

Segundo o tenente-coronel aviador Anderson Jean Oliveira, diferentemente de outros concursos de carreira militar, na FAB não há distinção entre mulheres e homens em seleções públicas. Mulheres concorrem a vagas sem restrições e não há caracterização de gênero.

Leia mais: Especialistas questionam limite de vagas para mulheres em concursos militares
Isonomia entre os sexos na carreira militar está longe, avalia ministra do STM

O trabalho de vigilância do espaço aéreo brasileiro é feito constantemente pela FAB. No Cindacta I, o sistema funciona 24 horas e os controladores se revezam em turnos de sete horas e meia ou nove horas de trabalho. Os profissionais participam da vigilância aérea e controlam as missões de defesa do país. Além disso, podem atuar na coordenação do tráfego civil.

Inscrições


FAB está com inscrições abertas para seleção de profissionais de nível médio, na área de controle de tráfego aéreo. Ao total, são 21 vagas para os Destacamentos de Controle do Espaço Aéreo (DTCEA) de Manaus (AM), Belém (PA), São Luís (MA) e Confins (MG).

As inscrições devem ser feitas até 23 de março, com a entrega do requerimento de inscrição, dos documentos obrigatórios e dos documentos necessários à avaliação curricular, nas organizações militares responsáveis, cujos endereços estão discriminados no aviso de convocação.  

  • Liberados voos entre Brasil e EUA

    O Senado aprovou ontem projeto que ratifica acordo de céus abertos entre Brasil e Estados Unidos, firmado em 2011 entre os ex-presidentes Dilma Rousseff e Barack Obama. Aprovada em votação simbólica, a proposta segue agora para promulgação. O acordo estabelece que abertura ou fechamento de novas rotas áreas entre Brasil e Estados Unidos passarão a ser livres, de acordo com a decisão das empresas. Ou seja, não haverá mais o limite atual de 301 voos semanais. As companhias norte-americanas, porém, continuam proibidas de operar voos domésticos no Brasil, e vice-versa.

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