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Correio Braziliense

Dois anos e meio após pato, Fiesp adota sapo como novo mascote

Batizada de Chega de Engolir Sapo, campanha foi lançada nesta terça-feira (13/3) e tem como objetivo protestar contra os juros altos


postado em 13/03/2018 16:49 / atualizado em 13/03/2018 17:02

(foto: Reprodução/Facebook)
(foto: Reprodução/Facebook)
 
Dois anos e meio depois de lançar o manifesto Não Vou Pagar o Pato — cujo mascote era um pato amarelo inflável —, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) apostou em um outro animal, um sapo, para lançar uma campanha contra os juros altos.

Batizada de Chega de Engolir Sapo, a nova iniciativa foi lançada nesta terça-feira (13/3), durante uma reunião entre o presidente da Fiesp, Paulo Skaf e líderes dos setores da indústria, comércio, agricultura e serviços. "O sapo inicia hoje sua carreira, seu trabalho, sua missão", disse Skaf em frente ao prédio da federação, na Avenida Paulista, em São Paulo, onde foram instalados e distribuídos diversos sapos infláveis.
 
 

Skaf ilustrou a necessidade da campanha contra os juros altos com o seguinte cenário: se há dez anos uma pessoa tivesse depositado R$ 100 em uma poupança, teria hoje R$ 198,03. Agora se ela tivesse deixado de pagar uma dívida de R$ 100 há dez anos, estaria devendo R$ 4,3 milhões. 
 
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
 
 
A campanha anterior da Fiesp tinha o intuito de protestar contra o aumento e a criação de novos impostos, especialmente o CPMF, cuja recriação vinha sendo discutida à época. No entanto, como no mesmo período — setembro de 2015 — começavam a ganhar força as manifestações pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, o pato amarelo (que foi levado para diversos atos) acabou sendo diretamente associado aos pedidos pelo impedimento da petista.

Nas redes sociais, o novo "mascote" da federação não passou imune ao bom humor — e às críticas — dos usuários. Alguns chegaram a lembrar o desfile da vice-campeã do carnaval carioca, Paraíso do Tuiuti, que fez uma alusão ao pato da campanha anterior para debochar das pessoas que manifestaram pelo impeachment.
 

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