Jornal Correio Braziliense

Economia

Oi enfrenta desafio da recuperação judicial, mas lança novos produtos

Diretoria do Corporativo da operadora se reúne com o time da capital federal para impulsionar plataforma de gestão de serviços de segurança e a novidade em armazenamento na nuvem


Apesar de admitir que a recuperação judicial pela qual passa a operadora Oi é um desafio adicional para a companhia, a diretora do Corporativo, Cátia Tokoro, explicou que a economia do país está voltando à estabilidade e o setor de negócios começa a mostrar recuperação. A executiva enumerou outros fatores, como a crise econômica e também a redução na arrecadação de governos, nas esferas federal, estadual e municipal, como outros obstáculos para o maior crescimento da empresa.
[SAIBAMAIS]A executiva esteve, nesta quinta-feira (22/03), em Brasília, dentro do planejamento de roadshow, uma série de visitas às principais capitais brasileiras para alinhar a estratégia de negócios para 2018 com todo time Oi no país. ;Como temos uma base relevante de clientes na esfera governamental, sofremos com a queda na arrecadação e com a crise econômica. Houve fechamento de agências de bancos, o que também nos afetou, afinal, isso reduz o mercado;, disse. ;A recuperação judicial trouxe um desafio adicional. O que exigiu uma melhoria ainda maior na prestação do nosso serviço;, acrescentou.
Responsável pelo segmento corporativo, que representa cerca de 20% da receita da Oi, Cátia veio à Brasília para lançar a plataforma Gestão Integrada de Serviços ; Managed Security Services (GIS MSS), que permite gerenciamento integrado de serviços de segurança da Oi para clientes empresariais. Também fez a demonstração do Oi Smart Cloud 4.0, solução em nuvem recém-lançada, que possibilita implementações gerenciadas de nuvens inteligentes e gestão eficaz de aplicações e dados dentro e fora do data center dos clientes.
A estratégia de negócios da Oi para o mercado corporativo é de seguir crescendo em serviços de Tecnologia da Informação (TI) e dados. ;Trabalhamos com os pilares segurança, Big Data e Analytics, cloud (nuvem) e IoT (internet das coisas, na sigla em inglês). E a ideia é oferecer os serviços de forma integrada;, explicou. O portfólio da companhia permite atender ao cenário atual de transformação digital, onde todas as operações acontecem em tempo real e com informações cada vez mais automatizadas.
A empresa investiu cerca de R$ 100 milhões em soluções de TI nos últimos três anos e a previsão é de crescer cerca de 25% nos próximos três anos com os novos serviços que foram apresentados ao mercado. No terceiro trimestre de 2017, a participação da receita de serviços não voz atingiu 70% da receita total do Corporativo, o que representa crescimento de 3,4 pontos percentuais em relação ao terceiro trimestre de 2016.
No Distrito Federal, a companhia teve um aumento de 10% na receita de TI em 2017 quando comparado ao ano anterior. ;Para 2018, nosso objetivo é seguir crescendo na casa dos dois dígitos;, estimou Cátia.