Economia

Caminhoneiros mantêm manifestações contra o preço do combustível

Os profissionais protestam desde a noite de domingo contra o alto custo do combustível, em vários pontos do país

Correio Braziliense
Correio Braziliense
postado em 22/05/2018 08:12
Nessa segunda-feira (21/5), foram registrados atos em ao menos 20 estados e no DF
Pelo segundo dia consecutivo, caminhoneiros protestam, nesta terça-feira (22/5), nas principais estradas dos país contra os aumentos sucessivos nos preços do combustível. Nos últimos 17 dias, foram 11 reajustes. O governo e Petrobras marcaram para esta terça-feira uma reunião para estancar a crise que vem interditando há dois dias as principais rodovias do país.
O que os caminhoneiros querem é que o governo promova alguma mudança que faça cair os preços do combustível - o pedido é que sejam reduzidos impostos. "Se o nosso transporte é essencial, queremos um preço diferenciado para o diesel no setor de cargas", disse Diumar Bueno, presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (não ligados a transportadoras).

Os caminhoneiros reivindicam preço diferenciado para o transporte de cargas e o fim da cobrança de pedágio para o eixo suspenso, além de melhoria no valor do frete.

Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, os reajustes constantes do diesel nas refinarias e dos impostos que recaem sobre o combustível tornaram a situação insustentável. "Mesmo com a mobilização marcada, o governo anunciou outro aumento. Há correção quase diária, que dificulta a previsão de custos por parte do transportador." Segundo ele, os protestos estão sendo pacíficos. "Não apoiamos barricadas, nem depredação de patrimônio público", afirmou.
Nessa segunda-feira (21/5), foram registrados atos em ao menos 20 estados e no DF - Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.
Na manhã desta terça-feira, já foram registrados atos em pelo menos 17 estados: Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, e Tocantins.
Na Bahia, a manifestação na BA-535 (Via Parafuso), na altura do km 10, bloqueia os dois sentidos da rodovia, segundo informações da Concessionária Bahia Norte. Na BR-101, no km 282, em Santa Catarina, os caminhões já interromperam o tráfego e PRF está mobilizada no local.

Rio de Janeiro

Os caminhoneiros mantêm manifestações em 12 pontos de rodovias federais que cortam o estado do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), os manifestantes ocupam apenas os acostamentos dessas estradas e não estão interrompendo o fluxo de veículos.

[SAIBAMAIS]A BR-393 concentra o maior número de pontos de protesto. São quatro manifestações nos quilômetros (km) 247 e 255 (em Barra do Piraí), 281 (em Volta Redonda) e 295 (em Barra Mansa). Na Rodovia Presidente Dutra (BR-116), são três pontos: um em Seropédica (km 204) e dois em Barra Mansa (kms 274 e 268).

Na BR-101, também são três pontos: um no trecho norte (em Campos, no km 75), outro na Niterói-Manilha (em Itaboraí, no km 294) e outro na Rio-Santos (em Itaguaí, no km 392). Outras rodovias com manifestações são a BR-493 (no km 0, em Itaboraí) e a BR-465 (km 17, em Nova Iguaçu).

Eixo Rio-SP

Manifestantes encontram-se em diversos pontos da Rodovia Presidente Dutra no eixo Rio-São Paulo, porém, de maneira pacífica e sem bloqueio ao tráfego, informou a concessionária CCR Nova Dutra.

Nesta terça, os participantes do ato atendem plenamente às condições impostas pela concessionária, que impedem a interdição no fluxo de transportes, regra que chegou a ser quebrada durante as manifestações de ontem, quando pontos da Via Dutra foram parcialmente bloqueados.

Segundo a CCR, no trecho paulista, por volta das 7h45 ainda havia protestos no município de Jacareí, nos km 162 e 159; em São José dos Campos, no km 154, e Pindamonhangaba, nos km 101,6 e 92, todos rumo ao Rio de Janeiro. No sentido São Paulo, foram registrados manifestantes também em Pindamonhangaba, no km 92 e 101,6, e em Lorena, no km 51,8, onde caminhoneiros ocupavam a faixa da direita e o acostamento.

Já no trecho carioca, os protestos estavam concentrados na cidade de Barra Mansa, nos km 276 e 273, sentido Rio, e km 276 e 267, rumo a São Paulo. Além disso, o município de Seropédica contava com atos no km 204, no qual manifestantes ocupavam a faixa da direita e o acostamento da rodovia.

A concessionária destacou que a liminar concedida pela Justiça na quinta-feira (17/5), favorável à petição de Interdito Proibitório contra esses eventos e sujeita à multa de R$ 300 mil no caso de infração da regra, ainda está vigente

Minas Gerais

De acordo com a última atualização da PRF, em Minas, há trechos bloqueados pelos caminhoneiros em diversas rodovias: BR-040 - nos trechos próximos a Barbacena, Matias Barbosa e Juiz de Fora-, BR-116 ( Inhapim, Governador Valadares e Realeza), BR-251 ( Francisco Sá, Juatuba, Igaratinga, Manhuaçu e Ibiá), BR-365 ( Monte Alegre de Minas) e BR-381( Lavras).

Pernambuco

Motoristas bloquearam mais uma vez uma das faixas da BR-101 Sul, no quilômetro 83, nas proximidades da fábrica da Vitarella, em Jaboatão dos Guararapes. A PRF já se deslocou para o local, na tentativa de organizar o trânsito. Um engarramento quilométrico já toma conta da rodovia.
Engarrafamento quilométrico tomou de conta da rodovia em Jaboatão dos Guararapes

Os caminhoneiros protestam contra o anúncio feito pela companhia petrolífera de mais uma alta no valor nas refinarias, de 0,97%, a partir dessa terça-feira. Mas a Petrobras já anunciou que a partir de quarta-feira, dia 23, o valor cairá 1,54%. A escalada dos preços aconteceu em meio à disparada dos valores internacionais do petróleo. A escalada nos preços acontece em meio à disparada nos preços internacionais do petróleo. Os motoristas de caminhão querem a redução da carga tributária sobre o dieesel. Eles alegam que estão tendo prejuízo com o transporte de cargas, devido a alta nos combustíveis.

Mato Grosso

No maior Estado produtor de grãos do País, Mato Grosso, fecharam três novos pontos em rodovias, impedindo o transporte de cargas por causa da manifestação contra o reajuste do óleo diesel. Em nota, a concessionária Rota do Oeste informou que, com os novos bloqueios, o Estado totaliza seis pontos de protesto no trecho entre os municípios de Itiquira e Rondonópolis, que compreende parte da BR-163, importante rota de escoamento da safra de grãos.

Segundo ele, a entidade continua monitorando os desdobramentos da situação.
Com informações da Agência Brasil, Agência Estado, do Estado de Minas e do Diário de Pernambuco

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