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Correio Braziliense

Portos movimentaram 249,2 milhões de toneladas no primeiro trimestre

Houve queda de 0,5%, em relação ao mesmo período de 2017


postado em 08/06/2018 16:37

O granel sólido continuou com sua participação significativa na movimentação de cargas do país (foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
O granel sólido continuou com sua participação significativa na movimentação de cargas do país (foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

 
A movimentação de cargas nos portos públicos cresceu 3,2% no primeiro trimestre de 2018 e nos terminais privados houve uma queda de 2,3% no mesmo período. Os dados constam do boletim informativo Aquaviário do 1º Trimestre de 2018, divulgado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

De acordo com a Antaq o total de cargas movimentadas no primeiro trimestre foi de 249,2 milhões de toneladas no período, dos quais 84,1 milhões nos terminais públicos e 165,1 nos privados. O resultado representa queda de 0,5%, cerca de 1,2 milhão de toneladas, em relação ao primeiro trimestre de 2017.

Mercadorias

O granel sólido continuou com participação significativa na movimentação de cargas do país, representando 61,8% do total movimentado no período. O granel liquido e gasoso vem em seguida, com 22,1% do total de cargas. Em terceiro lugar aparecem os contêineres, com 10,6% do volume total transportado. As demais cargas somam 5,5%

Entre os grupos de mercadorias de maiores movimentações no primeiro trimestre de 2018, o destaque é para o minério de ferro, com 87,5 milhões de toneladas. A movimentação do minério, entretanto, apresentou queda de 6,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Em segundo lugar vem o petróleo, com 48,7 milhões de toneladas e decréscimo de 1,1%. Os contêineres foram a terceira carga mais movimentada, com 26,4 milhões de toneladas e crescimento de 11,5%.

Outros destaques no primeiro trimestre de 2018 foram o milho, com 3,7 milhões de toneladas movimentadas e aumento de 88,2%, e a soja, com 24,2 milhões de toneladas e aumento de 5,1% em relação a igual período do ano passado.

Terminais

Entre os portos públicos, os dez principais terminais operaram aproximadamente 72,2 milhões de toneladas, o que corresponde a 85,9% da movimentação total dos 30 portos que registraram movimentos de cargas nesse primeiro trimestre de 2018.

“Destaca-se, sob a visão das cargas movimentadas, o crescimento da movimentação nos portos organizados de Paranaguá, no Paraná (13,8%), de Santos (9,3%), de Santarém (31,4%) e de São Francisco do Sul (3,9%), quando comparados ao primeiro trimestre de 2017”, diz o balanço da Antaq.

Já entre os portos públicos que apresentaram queda na movimentação estão os de Itaguaí, com redução no volume total de 4,6% e de 8,9% na movimentação de minério de ferro, sua principal mercadoria, e o de Vila do Conde, com recuo de 20,7%.

Nos portos privados, o balanço da Antaq afirma que o recuo de 2,3% na movimentação reflete a queda na movimentação de minério de ferro, de 5,9%; do petróleo, de 3,0% e de bauxita, de 2,4%.

O destaque entre os terminais privados é o Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, que na comparação com o 1º trimestre de 2017 teve alta de 8,5%, um incremento de aproximadamente 3,2 milhões de toneladas. O Terminal Aquaviário de Angra do Reis também aparece em destaque com 24,5% de aumento na movimentação em comparação ao mesmo período de 2017. Já o terminal e Tubarão, segundo em movimentação, com 21,9 milhões de toneladas, apresentou queda de 181% na movimentação de cargas.


Destinos

Em relação ao total de cargas exportadas, a China aparece como o principal destino com 47,2% do total de cargas exportadas. No primeiro trimestre de 2018, os portos brasileiros transportaram 68,9 milhões de toneladas para o país asiático. Em seguida vem a Malásia com 5,1% do total de cargas e 7,4 de toneladas exportadas. Em terceiro lugar vem a Holanda com 4,8% das cargas exportadas, um volume de 7 milhões de toneladas.

Já nas importações, o principal parceiro são os Estados Unidos, com 24,3% das cargas importadas, totalizando um volume de 8,1 milhões de toneladas. A Argentina vem em segundo lugar com 2.8 milhões de toneladas e 8,6% de participação. A China aparece em terceiro lugar com 8,1% das importações e 2,7% das importações.

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