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Correio Braziliense

Em sessão volátil, taxas fecham em queda com dólar e entrevista do Tesouro

A partir do meio da tarde engataram novamente trajetória de queda, na medida em que o dólar ampliava as perdas para 5% e em meio ainda às declarações de representantes do Tesouro, em entrevista coletiva


postado em 08/06/2018 17:12

Os juros futuros fecharam em queda ao longo de toda a curva a termo, com destaque para a ponta longa, onde o alívio foi maior. Numa sessão foi bastante volátil, as taxas começaram o dia em baixa, alinhadas ao dólar, mas terminaram a manhã desta sexta-feira, 8, em alta firme. A partir do meio da tarde engataram novamente trajetória de queda, na medida em que o dólar ampliava as perdas para 5% e em meio ainda às declarações de representantes do Tesouro, em entrevista coletiva.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou com taxa de 7,34%, de 7,59% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2020 caiu de 8,84% para 8,71%. A taxa do DI para janeiro de 2021 fechou em 9,58%, de 9,79%, e a do DI para janeiro de 2023 passou de 11,32% para 11,07%. O DI para janeiro de 2025 fechou com taxa de 11,78%, de 12,06%.

Nesta tarde, o subsecretário da Dívida Pública, José Franco Morais, afirmou que o Tesouro vai estender os leilões extraordinários de compra e venda de Notas do Tesouro Nacional - Série F (NTN-F) até o fim do mês, mas avaliando se serão ou não diários, podendo ir até além deste mês se necessário. "Temos tranquilidade de permanecer tempo que for com recompra", disse Franco. Além disso, confirmou as expectativas de que os leilões tradicionais programados para a próxima semana estão cancelados e disse que o Tesouro não tem interesse em vender papéis longos, seja prefixados ou indexados ao IPCA.

Já o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, disse que, se necessário, os leilões de recompra poderão ser maiores do que o patamar de R$ 1,5 bilhão que vem sendo praticado. A avaliação, no entanto, é que isso não é necessário por enquanto. "Estamos constantemente monitorando as condições de mercado e os volumes serão definidos antes da abertura do mercado", completou Franco.

O tombo do dólar, refletindo o compromisso do Banco Central de oferecer US$ 20 bilhões a mais em swaps cambiais, por meio de leilões diários, até o dia 15 de junho, também trouxe alívio para os DIs. Às 16h45, a moeda no segmento à vista recuava 5,20%, aos R$ 3,7110.

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