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Correio Braziliense

Indústria brasileira apresentou recuo entre 2014 e 2016, segundo IBGE

A principal queda foi a da indústria de transformação, que perdeu participação no valor de transformação individual


postado em 21/06/2018 10:44 / atualizado em 21/06/2018 10:44

(foto: Mercedes-Benz/Divulgação)
(foto: Mercedes-Benz/Divulgação)
Apesar de apresentar crescimento gradual a partir de 2007, a indústria brasileira passou por um recuo entre 2014 e 2016. E a principal queda foi a da indústria de transformação, que perdeu participação no valor de transformação individual, saindo de 91,9%, em 2007, para 88,7%, em 2016. O número de desocupação da atividade também foi expressivo, chegando a 7,5% em 2014/2015. 

Os dados são da Pesquisa Industrial Anual, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostra a operação de 321 mil indústrias no país, 315 mil delas voltadas para atividades de transformação. Com uma receita líquida de R$ 2,8 trilhões, as atividades que apresentaram as maiores perdas industriais foram a indústria de fabricação de veículos automotores, de fabricação de produtos derivados de petróleo e biocombustíveis, fabricação de máquinas e equipamentos e a fabricação de produtos de metal.

De acordo com o IBGE, os resultados negativos concentrados nos últimos anos revelam relação com o cenário macroeconômico desfavorável no país durante o período. Demonstrado pelos indicadores de produção física e do Produto Interno Bruto, houve baixa econômica ou até mesmo retração durante os anos de 2014, 2015 e 2016. 

"O número de empresas caiu de 323 mil para 321 mil, os investimentos também caíram, a ocupação caiu em 400 mil pessoas. Quando comparamos com 2013, a queda chega a 1,3 milhão de pessoas. É um quadro em declínio", afirma o gerente da pesquisa, Jurandir Oliveira.
 

Distrito Federal 

Já no Distrito Federal, o saldo industrial fechou positivo. O levantamento revelam que, em menos de 10 anos, a receita líquida de venda das empresas, contando com as atividades não industriais, quase triplicou, indo de R$ 64 milhões em 2007, para R$ 193 milhões em 2016. O crescimento da atividade industrial foi impulsionado, principalmente, pelos setores de fabricação de produtos alimentícios (25,4%) e fabricação de bebidas (24,4%).

Com 991 empresas, representando o valor industrial de R$ 290 milhões, o número de ocupados no setor passa de 23 mil funcionários. As maiores concentrações são nas outras atividades da indústria de transformação, onde existem 626 empresas, com 9.092 pessoas ocupadas, e na fabricação de produtos alimentícios, que conta com 238 indústrias e 8.512 funcionários no total.
 
* Estagiária sob supervisão de Humberto Rezende 

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