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Correio Braziliense

Dólar passa a cair e alivia juros, mas maioria das taxas fecha em alta

Às 16h29, o dólar à vista recuava 0,15%, aos R$ 3,7683


postado em 21/06/2018 17:22 / atualizado em 21/06/2018 18:12

(foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press)
(foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press)

 
A virada do dólar, que passou a cair após a segunda intervenção do Banco Central no mercado de câmbio no meio da tarde desta quinta-feira, 21/6, trouxe algum alívio à curva de juros, cujas taxas de médio e longo prazo desaceleraram o ritmo de alta no fechamento da sessão regular desta quinta-feira, 21/6. A ponta curta, por sua vez, encerrou entre a estabilidade e leve queda, refletindo os ajustes à decisão e ao comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) e apesar do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) de junho acima das estimativas.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para julho de 2018, o primeiro a vencer após o Copom de quarta-feira, 19/6, fechou na mínima de 6,390%, de 6,447% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2019 ficou praticamente estável, ao passar de 7,040% para 7,045%. A taxa do DI para janeiro de 2020 fechou em 8,67%, de 8,65%, e a do DI para janeiro de 2021, subiu de 9,67% para 9,74%. A taxa do DI para janeiro de 2023 terminou em 11,17%, de 11,07%. Às 16h29, o dólar à vista recuava 0,15%, aos R$ 3,7683.

O BC realizou o segundo leilão de contratos de swap cambial do dia por volta de 15h30, e vendeu 20 mil contratos (US$ 1 bilhão). Depois disso, o dólar, que nas máximas desta, quinta-feira, chegou aos R$ 3,80, passou a cair, reduzindo o ímpeto de alta principalmente dos contratos longos. 

"O mercado está olhando muito o comportamento do câmbio. O Banco Central tem dito que só vai atuar para amenizar efeitos secundários, mas dependendo da velocidade, do ritmo e persistência da deterioração, esse impacto pode chegar nos preços", afirmou a economista-chefe da ARX Investimentos, Solange Srour. "Já os contratos curtos ficaram bem ancorados pelo discurso do BC", explicou.

Como até a quarta, na precificação da curva a termo, ainda havia um pouco de apostas de que o Copom elevaria a taxa para 6,75%, nesta quinta houve correção dessas apostas. Além disso, a leitura é de que, pelo comunicado, mantido o cenário atual, a chance maior é de a Selic permanecer em 6,50% no encontro do Copom em agosto.

A alta do IPCA-15 de junho (1,11%) chegou a trazer estresse na abertura, uma vez que a taxa superou o teto das estimativas dos analistas consultados pelo Projeções Broadcast, de 1,07%. No entanto, depois o impacto foi relativizado, na medida em que ficou clara a influência, vista como temporária, da greve dos caminhoneiros.

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