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Correio Braziliense

60% dos investidores do Tesouro Direto aplicam até R$ 1 mil na modalidade

Paulo Marques, gerente de Relacionamento Institucional do Tesouro Nacional, concedeu entrevista nesta terça-feira, 26/6, ao CB.Poder


postado em 26/06/2018 19:36 / atualizado em 26/06/2018 19:49

Segundo Marques, mulheres são público alvo para a ampliação do programa(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
Segundo Marques, mulheres são público alvo para a ampliação do programa (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)

 
Cerca de 60% dos investidores do Tesouro Direto investem até R$ 1 mil, de acordo com o gerente de Relacionamento Institucional do Tesouro Nacional, Paulo Marques. Ele concedeu entrevista nesta terça-feira (26/6) ao CB.Poder, programa da TV Brasília em parceria com o Correio Braziliense. "Para se ter uma noção de como isso (o montante investido) varia, até R$ 1 mil representa cerca de 60% dos investidores do tesouro", explica. "O Tesouro é um programa democrático, com aproximadamente R$ 30 já é possível comprar um título no Tesouro Direto", assegura.

Segundo Marques, mulheres são público alvo para a ampliação do programa. "Os perfis são variados, mas temos aumentado recentemente na participação de mulheres", afirma. "A mulher é mais ponderada, toma decisões mais conscientes, e não é tão propensa ao risco", explica.

A variação das cotações dos títulos não deve ser vista como um problema. "A volatilidade é normal, em qualquer mercado, então o investidor não tem que se preocupar. A dica é, quando escolher seu título no Tesouro, casar o seu objetivo com o vencimento desse título, porque no momento em que você casa isso, não importa a volatilidade nesse período".

Paulo Marques explica que a segurança é um dos principais atrativos. "Você vai ter garantida a taxa no dia que comprou seu título. Se a taxa cair, comparado com o que você contratou, pode até resgatar antes, mas, de qualquer forma, tem a garantia de que vai receber a taxa contratada", sugere.

O prazo mais longo não é, no entanto, motivo para preocupação. "Quanto maior o prazo, mais suscetível fica a variação de juros. Mas a rentabilidade tende a ser maior, por isso é mais indicado, por exemplo, para quem quer engordar a aposentadoria", afirma.

Marques revela que a maioria dos investidores é paciente. "A maior parte espera o vencimento, nosso campeão de vendas é o tesouro IPCA+, onde existe um título que protege sua rentabilidade contra inflação, e é o que mais vende", recomenda.

Ainda no assunto, Marques garante as vantagens do título pré-fixado: "O título pré-fixado garante uma rentabilidade real e acima da inflação durante um período muito grande, o que o torna muito seguro. É difícil encontrar, em qualquer economia no mundo, um produto que te dê trinta anos de rentabilidade em torno de 6%, como está hoje", exalta.

Para escolher o título que melhor se encaixa em seu perfil, foi preciso se livrar da "sopa de letrinhas". "Hoje temos nomes mais atrelados à rentabilidade do título como, por exemplo, o tesouro pré-fixado, que era a antiga LTN. A LFT é, hoje, o tesouro Selic… Então a pessoa já sabe qual o indexador daquele título que compra. Nosso site até mesmo encaixa, depois de três perguntas, em qual perfil o investidor se encontra, para auxiliar nesse processo", destaca.

*Estagiária sob supervisão de Paulo Silva Pinto

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