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Correio Braziliense

BC revisa expectativa de crescimento do PIB de 2,6% para 1,6%

A greve dos caminhoneiros, além da acomodação dos indicadores de confiança de empresas e consumidores influenciaram a queda na projeção


postado em 28/06/2018 08:45

Os dados referentes a abril, apontaram os diretores do BC, mostram a atividade mais consistente que nos meses anteriores(foto: Antônio Cunha/Esp. CB/D.A Press)
Os dados referentes a abril, apontaram os diretores do BC, mostram a atividade mais consistente que nos meses anteriores (foto: Antônio Cunha/Esp. CB/D.A Press)

 
O Banco Central (BC) revisou de 2,6% para1,6% a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018. A estimativa faz parte por Relatório Trimestral de Inflação (RTI). Conforme a autoridade monetária, a queda de 1 ponto percentual na projeção foi influenciada negativamente pelo arrefecimento da atividade no início do ano, a acomodação dos indicadores de confiança de empresas e consumidores e a perspectiva de impactos diretos e indiretos da greve dos caminhoneiros na geração de riquezas no país. 

A equipe de Ilan Goldfajn explicou que a paralisação no setor de transporte de cargas em maio dificultou a avaliação recente da atividade econômica. Os dados referentes a abril, apontaram os diretores do BC, mostram a atividade mais consistente que nos meses anteriores. “Entretanto, indicadores referentes a maio e, possivelmente, junho deverão refletir os efeitos da referida paralisação, afetando a dinâmica da atividade no segundo trimestre e influenciando a revisão da projeção de crescimento anual”, informaram. 

Além de sinalizar um crescimento menor, o BC revisou a estimativa para o deficit em transações correntes de 2018. A expectativa da autoridade monetária é de que o rombo nas contas externas seja de 0,6% do PIB. A estimativa anterior apontava um saldo negativo de 1,1% da geração de riquezas no país. “A revisão foi feita ao considerar que as importações deverão crescer em ritmo mais moderado, dado o gradualismo da recuperação da economia brasileira, e os impactos da depreciação do câmbio”, detalharam.

Apesar de sinalizar que o câmbio afetará significativamente o fluxo de comércio exterior, a autoridade monetária avalia que o nível de repasses da variação do dólar tende a ser pequeno. “A despeito da significativa depreciação cambial no trimestre encerrado em maio (15,2%), os preços dos bens industriais registraram elevação modesta (0,32%) no período, com destaque para a queda sazonal no preço do etanol”, destacaram os diretores do BC. 

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