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Correio Braziliense

Cesta básica vai ficar mais cara com tabelamento do frete, diz CNA

De acordo com a pesquisa, produtos como arroz, carnes, feijão, leite, ovos, tubérculos, frutas e legumes ficarão mais caros a partir de julho


postado em 28/06/2018 15:39

(foto: Helio Montferre/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Helio Montferre/Esp. CB/D.A Press)
Um levantamento da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostrou que haverá um impacto de 12,1% na cesta básica por conta do tabelamento do frete. Os dados foram divulgados na tarde desta quinta-feira (28/6). 

De acordo com a pesquisa, produtos como arroz, carnes, feijão, leite, ovos, tubérculos, frutas e legumes ficarão mais caros a partir de julho. “Esses produtos representam 90,4% da cesta básica de alimentos e afetam principalmente a população mais carente”, defendeu a entidade em nota. 

Em maio, os brasileiros gastaram 46,2% do salário mínimo para a aquisição dos produtos básicos e, com o tabelamento, o volume superaria 50%. “A medida fará com que as famílias brasileiras percam seu poder de compra”, criticou a CNA. “Isso porque em 2018 o governo federal elevou o salário mínimo para R$ 954, um acréscimo de R$ 17, enquanto o tabelamento do frete deverá aumentar o custo da cesta de alimentos em R$ 53,40, valor três vezes maior”, completou o comunicado. 

O estudo também mostra que haverá um impacto na inflação. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no acumulado de 12 meses até abril foi de 2,76%. Depois da greve dos caminhoneiros, houve uma “completa reversão” desse quadro, defende a CNA, principalmente por conta dos preços dos alimentos em domicílios. 

A entidade prevê que este subgrupo termine o primeiro semestre com uma inflação acumulada de 0,53%. “Somente no mês de junho, a expectativa é de aumento de 3,43% nesse item”, destacou a nota. “Projeções feitas pela LCA Consultores, a pedido da CNA, consideram que, caso haja o repasse integral de custos de transportes ao longo de toda a cadeia (produtores, agroindústria e varejo), a inflação pode subir ainda mais, podendo atingir o teto da meta, alcançando entre 5% e 6% ao final de 2018”, estimou a CNA. 

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