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Correio Braziliense

Boeing e Embraer anunciam joint venture avaliada em US$ 4,75 bilhões

Pelo acordo, a aérea brasileira deterá 20% da propriedade, enquanto a gigante norte-americana terá 80%. Operação deverá ser concluída até o fim de 2019


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(foto: Roslan Rahman/AFP)
(foto: Roslan Rahman/AFP)
O namoro entre Embraer e Boeing rendeu noivado, com casamento prometido até o fim de 2019. As tratativas para um acordo entre as duas áreas vazaram no fim do ano passado e, apesar de o governo ter negado até a véspera, na manhã desta quinta-feira (5/7), as companhias anunciaram o acordo. 

A brasileira e a gigante norte-americana assinaram um memorando de entendimento para estabelecer uma parceria estratégica, fortalecendo ambas as empresas e sua posição de liderança no mercado mundial. A operação, uma joint venture, ,é avaliada em US$ 4,75 bilhões.

O acordo propõe a formação de uma joint venture que contempla os negócios e serviços de aviação comercial da Embraer. Pelos termos, a Boeing deterá 80% da propriedade da joint venture e a Embraer, os 20% restantes.

A Embraer manterá sua marca e presença no Brasil e no mundo. Além da participação na joint venture, continuará atuando com força nos mercados de defesa e segurança, aviação executiva, agrícola e serviços e suporte correlatos.

“A combinação de negócios com a Boeing deverá gerar um novo ciclo virtuoso para a indústria aeroespacial brasileira, com maior potencial de vendas, aumento de produção, geração de emprego e renda, investimentos e exportações, agregando maior valor para clientes, acionistas e empregados”, disse Paulo Cesar de Souza e Silva, presidente e CEO da Embraer.

“Ao formarmos essa parceria estratégica, estaremos muito bem preparados para gerar valor significativo para os clientes, empregados e acionistas de ambas as empresas - e para o Brasil e os Estados Unidos”, afirmou o presidente, chairman e CEO da Boeing Dennis Muilenburg. 

Se as aprovações regulatórias e de acionistas ocorrerem no tempo previsto, a conclusão se dará entre 12 a 18 meses após a execução dos acordos definitivos. O governo brasileiro, que detém a golden share (ação especial que dá direito a veto) até a véspera negava qualquer participação nas negociações. Ao participarem de audiência pública no Congresso, tanto o ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, quanto o comandante da Aeronáutica, Nivaldo Luiz Rossato, negaram que o governo tivesse sido procurado para finalização do acordo das aéreas. “Podemos aviançar que o governo não foi consultado”, disseram.

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