Publicidade

Correio Braziliense

Rio de Janeiro é o estado mais caloteiro do país junto à União

Dos R$ 8,3 bilhões de empréstimos não pagos que precisaram ser cobertos pelo governo federal, R$ 7,9 bilhões foram contraídos pelo estado fluminense e que não foram honrados desde 2016


postado em 17/07/2018 12:45 / atualizado em 17/07/2018 12:50

O governo federal já desembolsou R$ 1,8 bilhão para cobrir os atrasos do governo do emedebista Luiz Fernando Pezão(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
O governo federal já desembolsou R$ 1,8 bilhão para cobrir os atrasos do governo do emedebista Luiz Fernando Pezão (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

 
O Rio de Janeiro continua sem conseguir honrar o pagamento de empréstimos com garantias da União e é, disparado, o estado mais caloteiro do país. Apenas neste ano, conforme o relatório do Tesouro Nacional sobre garantias divulgado nesta terça-feira (17/7), o governo federal já desembolsou R$ 1,8 bilhão para cobrir os atrasos do governo do emedebista Luiz Fernando Pezão entre janeiro e junho.

Desde 2016, a União precisou cobrir R$ 8,3 bilhões em calotes de estados e municípios nos empréstimos junto a organismos internacionais e junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal. Apenas o RJ respondeu por R$ 7,9 bilhões, ou seja, 95% do total arcado pelos cofres públicos junto aos credores.

Conforme o relatório, o estado que teve três atrasos nos últimos 24 meses, a contar da constatação do primeiro atraso, não pode contratar novos financiamentos com garantias da União, conforme o previsto pelas regras do Ministério da Fazenda. No entanto, como está sob o Regime de Recuperação Fiscal, o Rio de Janeiro não sofre sanções para a contratação de novos créditos. De acordo com dados do Tesouro, os governos de Roraima, de Minas Gerais, do Rio Grande do Norte, de Sergipe, do Amapá e das prefeituras de Natal, Belford Roxo (RJ) e Chapecó (SC), estão, por enquanto, proibidos de contraírem empréstimos com garantias da União.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade