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Correio Braziliense

Prévia da inflação sobe 0,64% em julho; a maior taxa para o mês desde 2004

Houve uma desaceleração em relação à junho, quando disparou 1,11% por causa da greve dos caminhoneiros


postado em 20/07/2018 09:37

Os grupos Alimentação e bebidas, Transportes e Habitação foram os vilões do IPCA-15 de julho(foto: Iano Andrade/CB/D.A Press)
Os grupos Alimentação e bebidas, Transportes e Habitação foram os vilões do IPCA-15 de julho (foto: Iano Andrade/CB/D.A Press)

 
Considerado uma prévia da inflação oficial, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) subiu 0,64% em julho. Houve uma desaceleração em relação à junho, quando disparou 1,11% por causa da greve dos caminhoneiros. Apesar disso, a taxa registrada é a maior para o mês desde 2004. Os dados foram divulgados na manhã desta sexta-feira (20/7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado, o IPCA-15 acumula o ano com uma taxa de 3%. Já no acumulado de 12 meses, o índice passou de 3,68% em junho para 4,53% em julho. O resultado está de acordo com o centro da meta de inflação de 2018, que é de 4,5%. Segundo estimativas do mercado, a expectativa é de que a taxa termine o ano em 4,15%.

Os grupos Alimentação e bebidas, Transportes e Habitação foram os vilões do IPCA-15 de julho. O primeiro subiu 0,67% após ter avançado 1,57% em junho. Os preços do leite longa vida (18,30%), o frango inteiro (6,69%), o frango em pedaços (4,11%), o arroz (3,15%), o pão francês (2,58%) e a carne (1,1%).

Na contramão, a batata-inglesa (-24,80%), o tomate (-23,57%), a cebola (-21,37%), hortaliças (-7,63%) e as frutas (-5,24%) ficaram mais baratos após o choque de preços, gerado pela greve dos caminhoneiros. 

O custo no grupo de Transportes avançou 0,79% em julho. Os preços das passagens aéreas subiram 45,05%, impactando a inflação em 0,12 ponto percentual. Além disso, subiram os valores de ônibus interestadual (4,6%), ônibus urbano (1,42%) e ônibus intermunicipal (1,07%). Além disso, os pedágios ficaram 0,46% mais caros.

Os combustíveis, que até então vinham impactando fortemente a inflação, apresentaram uma queda de 0,57% por conta na redução dos preços do óleo diesel (-6,29%), do etanol (-0,78%) e da gasolina (0,37%).

Já o grupo de habitação acelerou 1,99% neste mês. A energia elétrica está 6,77% mais cara, impactando o IPCA-15 em 0,25 ponto percentual. A bandeira tarifária está em vermelha patamar nível dois, além disso, ocorreram reajustes de preços em algumas regiões pesquisadas pelo IBGE. 

O botijão de gás subiu 1,36% em julho depois que a Petrobras autorizou o reajuste de 4,38% no produto no dia 5 deste mês nas refinarias. Por sua vez, o gás encanado aumentou 1,24%. O taxa de água e esgoto está 1,27% mais cara.

Confira a variação dos preços por grupo em julho: 


Grupo - Variação (em %)

Alimentação e bebidas (0,61)

Habitação (1,99)

Artigos de Residência (0,36)

Vestuário (-0,14)

Transportes (0,79)

Saúde e Cuidados Pessoais (-0,08)

Despesas Pessoais (0,34)

Educação (-0,06)

Comunicação (0,055)

Índice geral (0,64)

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