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Correio Braziliense

Produção de aço cresce 2,9% no primeiro semestre

As vendas internas foram de 8,8 Mt, um acréscimo de 9,9% em relação aos seis primeiros meses de 2017


postado em 25/07/2018 17:09 / atualizado em 25/07/2018 17:31

(foto: Fernando Lopes/CB/D.A Press)
(foto: Fernando Lopes/CB/D.A Press)

A produção da indústria do aço no Brasil cresceu 2,9% no primeiro semestre de 2018 na comparação com igual período do ano passado. Os dados, divulgados nesta quarta feira (25/7) pelo Instituto Aço Brasil na capital paulista, mostram que foram produzidas 17,2 milhões de toneladas (Mt). As vendas internas foram de 8,8 Mt, um acréscimo de 9,9% em relação aos seis primeiros meses de 2017.

Para o Instituto Aço Brasil, o resultado confirma a gradual trajetória de recuperação e aponta que o percentual positivo neste primeiro semestre, apesar de perdas resultantes de fatores como a greve dos caminhoneiros em maio, se justifica pela base de comparação com 2017 que é muito baixa. “É preciso relativizar esse crescimento”, apontou Marco Polo de Mello Lopes, presidente-executivo do Instituto Aço Brasil.

Queda nas exportações

Já as exportações, que somaram 6,9 Mt, representaram uma queda de 5,7 % do que foi comercializado. O resultado tem relação com as medidas protecionistas adotadas pelo governo estadunidense de Donald Trump, que taxou as importações de aço de diversos países e que, no caso do Brasil, foram definidas cotas para as vendas.

Em relações aos valores das vendas, houve um crescimento de 16%. “Com o fechamento do mercado americano, a consequência imediata seria a elevação dos preços”, explicou Lopes.

Expectativas

As expectativas de crescimento no setor para 2018, no entanto, foram revistas para baixo, considerando o cenário interno que foi impactado por fatores como a greve dos caminhoneiros e o contexto internacional com o aumento do protecionismo de países como os Estados Unidos. A previsão de crescimento da indústria do aço para 2018 era de 8,6%, conforme divulgação do instituto em abril, e agora passou para 4,3%.

O maior impacto deve ser nas exportações, cuja previsão passou de 10,7% para -0,6%. Também foram revistos os percentuais de crescimento das vendas internas, de 6,6% para 5% e de importações, de 10,1% para 5,3%.

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