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Correio Braziliense

Depois da queda do Facebook, ações do Twitter sofrem desvalorização

Mercado financeiro reagiu negativamente à redução do número de usuários ativos apresentada pelo Twitter nesta sexta-feira


postado em 27/07/2018 16:01 / atualizado em 27/07/2018 19:44

(foto: Josh Edelson/AFP)
(foto: Josh Edelson/AFP)
O Twitter apresentou, nesta sexta, 27/7, os resultados financeiros para o segundo trimestre, entre abril e junho deste ano, decepcionando investidores. A rede social registrou uma perda de usuários ativos mensais no segundo trimestre. No total, 335 milhões de pessoas utilizam a plataforma, enquanto, no primeiro trimestre, esse total era de 336 milhões. 

O resultado negativo relaciona-se com as novas políticas de uso estabelecidas pela empresa, que prevê punições para propagadores de discursos de ódio, além do compartilhamento proposital de fake news. O Twitter aumentou o número de exclusões e suspensões de contas nos últimos meses, registrando-se um maior número de perfis retirados na plataforma nos Estados Unidos. 

Como os investidores esperavam por um aumento no número de utilizadores da plataforma, o mercado reagiu mal aos resultados apresentados, fazendo com que as ações da empresa chegassem a declinar 20% no início da manhã na Nasdaq. O receio do mercado financeiro foi fortemente influenciado pelos resultados negativos do valor de mercado do Facebook na quinta-feira (26/7).


Apesar da queda, lucro 

Apesar de sinais pessimistas, o Twitter também registrou ganhos. A empresa teve um lucro líquido trimestral de US$ 100,12 milhões, resultando no terceiro trimestre seguido sem prejuízo. Já em relação à receita, registrou-se um aumento de 24% contra as receitas do ano passado, que foram de US$ 711 milhões. De acordo com a rede social, um dos principais fatores para o aumento constatado foi a Copa do Mundo, que possibilitou a veiculação de um número maior de peças publicitárias, resultando em ganhos de US$ 30 milhões.

O Twitter destacou ainda que, apesar da queda no número de usuários mensais, registrou-se um aumento de 11% na quantidade de usuários ao longo do último ano. O ritmo de crescimento anual da mídia foi de 2,8%. Ned Segal, diretor de finanças da rede social, destacou os dados apresentados. "Estamos satisfeitos com nosso desempenho no segundo trimestre com relação ao crescimento médio dos usuários diários e no que foi entregue aos anunciantes", afirmou.

Facebook preocupa 

O receio do mercado financeiro é fortemente influenciado pela perda, em valor de mercado, de US$ 119 bilhões pelo Facebook na quinta-feira. O resultado é fruto de uma estagnação no número de usuários nos EUA, além do decréscimo de 1 milhão de utilizadores ativos na Europa, devido a leis de proteção de dados no continente.
 
Além disso, o escândalo da Cambridge Analytics também resultou no tombo recorde da empresa em Wall Street. Mark Zuckeberg, presidente do Facebook, teve a fortuna diminuída em US$ 15,4 bilhões, de acordo com a revista de finanças Fortune. Zuckerberg caiu duas posições no ranking dos mais ricos. 
 
*Estagiários sob supervisão de Humberto Rezende

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