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Correio Braziliense

O que pensam os economistas que aconselham os principais presidenciáveis

O que o eleitor mais quer saber dos postulantes ao Planalto é como pretendem levar o país de volta à rota do crescimento, reduzindo o desemprego recorde. Veja a quem cada candidato recorre para saber essa resposta


postado em 30/07/2018 06:00

Pérsio Arida é o nome cotado para comandar o Ministério da Fazenda caso Geraldo Alckimin seja eleito(foto: Daniella Sasaki/Esp. CB/D.A Press)
Pérsio Arida é o nome cotado para comandar o Ministério da Fazenda caso Geraldo Alckimin seja eleito (foto: Daniella Sasaki/Esp. CB/D.A Press)

 
"A economia, estúpido", escreveu num quadro o marqueteiro político James Carville. Ele pretendia simplesmente ressaltar um dos três itens mais importantes da campanha de Bill Clinton em 1991, ao lado da saúde e de algo mais genérico, a necessidade de mudança. Mas a frase rude acabou virando o símbolo da campanha vitoriosa de Clinton, impedindo a reeleição de George Bush pai. O ocupante da Casa Branca saía de uma campanha militar vitoriosa no Golfo contra o Iraque, mas governava um país mergulhado na recessão. Revertê-la era a prioridade de cada norte-americano. Os brasileiros também buscam um presidente que faça o país superar de vez a maior crise econômica da história, da qual nos recuperamos muito lentamente.

Algumas propostas são consenso entre os postulantes ao Planalto, incluindo o reequilíbrio fiscal. Mas a forma para ajustar as contas públicas difere entre os presidenciáveis.

O Correio apresenta oito gurus econômicos escolhidos para definir o programa de governo dos presidenciáveis: José Marcio Camargo (MDB), Gustavo Franco (Novo), Paulo Guedes (PSL), Pérsio Arida (PSDB), Mauro Benevides Filho (PDT), Eduardo Giannetti da Fonseca (Rede), Fernando Haddad (PT) e Marco Antônio Rocha (PSol).

Alguns deles, como Arida, Franco e Haddad, já participaram de outros governos. Outros, como Giannetti e Camargo, já deixaram claro que, se os candidatos que apoiam forem eleitos, não participarão de uma eventual gestão. Apesar das divergências, todos apostam que o Brasil pode voltar a crescer com força e tem potencial para ser um país menos desigual.


Pérsio Arida

As mazelas do Brasil não são novidade para o economista Pérsio Arida. Nem o turbilhão de emoções que envolve estar em Brasília para auxiliar o presidente da República a tomar incontáveis decisões para tirar  o país do atoleiro. Se Geraldo Alckmin chegar ao Palácio do Planalto, caberá a ele comandar o Ministério da Fazenda, em um momento de grande desafio e incertezas, como na primeira passagem pela capital federal, entre 1985 e 1995.

Um dos criadores do Plano Real, Arida é um dos mais brilhantes economistas do país. Passou pela academia, pelo governo e pelo mercado. Formou-se na Universidade de São Paulo (USP), concluiu o doutorado no Massachusetts Institute of Technology (MIT). Deu aulas na USP, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e foi professor visitante no Smithsonian Institute, nos Estados Unidos, e na Oxford University, na Inglaterra.

No governo, foi secretário especial de coordenação socioeconômica do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, entre 1985 e 1986. No mesmo ano, assumiu a direção do Conselho do Banco Central do Brasil. Na gestão de Itamar Franco, entre 1993 e 1994, foi presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). E no primeiro ano da presidência de Fernando Henrique Cardoso, comandou o Banco Central (BC).

Quando deixou o governo, passou pelas principais instituições financeiras do país, entre elas o Opportunity, a SulAmérica, o Itaú, o Unibanco e o BTG Pactual. No plano que traçou para a gestão do tucano, ele estabeleceu metas para duplicar a renda nacional, para tornar a economia mais aberta e para melhorar o desempenho do país nos exames internacionais de avaliação do aprendizado nas escolas.

Arida ainda defende mudanças na Constituição para flexibilizar a administração de gastos e de tributos. A ideia dele é transformar alguns artigos constitucionais em leis complementares, proporcionando maior flexibilidade ao governo para controlar o orçamento público. (AT)


Fernando Haddad

Fernando Haddad á autor das principais propostas econômicas que serão apresentadas pelo PT(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
Fernando Haddad á autor das principais propostas econômicas que serão apresentadas pelo PT (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
 

Graduado em Direito, mestre em Economia e doutor em Filosofia — todos os cursos pela Universidade de São Paulo (USP) —, Fernando Haddad se transformou no principal formulador das propostas econômicas que o PT apresentará durante o debate eleitoral. Ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo, o político também é cotado para disputar as eleições presidenciais caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não consiga registrar a candidatura.

O petista acumula experiência na academia e no governo. É professor do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP e da escola de negócios Insper. Foi subsecretário de Finanças do município de São Paulo durante o governo Marta Suplicy. De lá migrou para Brasília para assessorar Guido Mantega no Ministro do Planejamento e contribuiu com a formulação do projeto de lei que instituiu as Parcerias Público-Privadas (PPPs).

Depois caiu nas graças dos petistas pela simpatia e facilidade no trato. Foi secretário Executivo do Ministério da Educação entre 2004 e 2005. No mesmo ano, foi nomeado ministro. Só deixou o cargo para disputar as eleições municipais de São Paulo, onde foi eleito prefeito.

Entre as principais medidas apontadas por ele para tirar o país da crise, estão a retomada do programa de concessões públicas e Parcerias Público-Privadas (PPPs) e o combate ao spread bancário por meio de tributação punitiva aos bancos que cobrarem juros altos demais. Em relação ao deficit da Previdência, defende que as ações do governo comecem pelo regime público de estados e municípios.

Haddad já sinalizou que, caso o PT volte ao poder, revogará uma série de pontos da reforma trabalhista e tocará uma reforma tributária semelhante ao consenso de vários partidos, com a simplificação tributária por meio da criação de um Imposto sobre Valor Agregado. ((AT)


Paulo Guedes

Paulo Guedes, provável ministro de Bolsonaro, quer gerar a receita de R$ 800 bilhões em privatizações(foto: Suisse/Divulgação)
Paulo Guedes, provável ministro de Bolsonaro, quer gerar a receita de R$ 800 bilhões em privatizações (foto: Suisse/Divulgação)
 

Dividir o tempo entre o mercado financeiro e a academia foi uma lição que Paulo Guedes aprendeu com Mário Henrique Simonsen, considerado por muitos o maior economista brasileiro da história. Seus sócios na distribuidora de valores que ajudou a fundar em 1983, com o nome de Pactual, foram avisados dessa condição. Pouco depois, Guedes assumiu a Vice-Presidência executiva do Ibmec.

Coordenador do programa econômico do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), ele é formado em Economia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e sócio da Bozano Investimentos. Na graduação, dividiu as fileiras com José Márcio Camargo, coordenador do programa de governo de Henrique Meirelles (MDB). Mais tarde, os dois fariam doutorado nos Estados Unidos na mesma época: Guedes na Universidade de Chicago, berço dos liberais, e Carmargo, no Massachusetts Institute of Technology (MIT), polo de formação microeconômica. Guedes lecionou na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), no Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e na Fundação Getulio Vargas (FGV).

Em 1985, após o fim do regime militar, foi indicado por Simonsen e Delfim Netto para assumir uma diretoria do Banco Central (BC), cargo que recusou pelas divergências de orientação entre a Fazenda, chefiada por Francisco Dornelles, e o Planejamento, comandado por João Sayad. Em1989, contribuiu com a elaboração do plano de governo do então candidato à presidência Guilherme Afif.

Cotado para assumir o Ministério da Fazenda em um eventual governo de Bolsonaro, ele pretende executar plano de privatizações que pode render ao governo R$ 800 bilhões, dinheiro a ser usado para reduzir a dívida pública. Além disso, defende um pacto federativo para contemplar estados e municípios com os recursos hoje destinados ao pagamento de juros.(AT)

Mauro Benevides Filho


Mauro Benevides Filho é coordenador econômico da campanha do Ciro Gomes(foto: Luis Nova/Esp. CB/D.A Press)
Mauro Benevides Filho é coordenador econômico da campanha do Ciro Gomes (foto: Luis Nova/Esp. CB/D.A Press)
 
A política corre nas veias de Mauro Benevides Filho, coordenador econômico da campanha presidencial de Ciro Gomes (PDT). Economista pela Universidade de Brasília (UnB) e doutor pela Vanderbilt, nos Estados Unidos, ele, há 12 anos, é secretário de Fazenda do Ceará em governos de diferentes partidos, atualmente com o petista Camilo Santana.

Filho do ex-senador Mauro Benevides, que presidiu o Senado durante processo de impeachment de Fernando Collor de Mello, o economista tem estreita relação com Ciro. A parceria começou em 1989, quando assumiu o comando da secretaria de Fazenda de Fortaleza na gestão do então prefeito. Deixou o posto apenas para concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa do Ceará.

Assim que assumiu o mandato de deputado estadual, se afastou do cargo para chefiar a Secretaria de Fazenda do estado no governo de Ciro. Também foi secretário da Casa Civil no último ano de governo. De 1994 a 2010, foi reeleito para a assembleia legislativa. Em 2014, disputou uma vaga para o Senado pelo Pros, mas foi derrotado.

Caso Ciro seja eleito, ele é uma das opções para comandar o Ministério da Fazenda. E promete reduzir o deficit público em dois anos. “Não existe social sem quadro fiscal ajustado”, afirmou em entrevista recente ao Correio. Entre as medidas que promete executar, está a eliminação de 15% da renúncia fiscal que existe hoje, o que reduziria o deficit público, nas contas dele, em R$ 45 bilhões.

Além disso, a distribuição de lucros e dividendos seria taxada, proporcionando outros R$ 49 bilhões. E seria criada a Contribuição sobre Grandes Movimentações (CGM), um tributo semelhante à CPMF, mas só para transações superiores a R$ 5 mil. Heranças e doações passariam a pagar mais impostos, o que, nas contas dele, levaria mais R$ 18 bilhões para os cofres da União e R$ 16 bilhões, para os dos estados. (AT)


Eduardo Giannetti da Fonseca


Eduardo Giannetti da Fonseca acompanha Marina Silva há duas eleições presidenciais(foto: Youtube/Fecomercio SP)
Eduardo Giannetti da Fonseca acompanha Marina Silva há duas eleições presidenciais (foto: Youtube/Fecomercio SP)
Desde 2010, Eduardo Giannetti da Fonseca é o principal formulador econômico das candidaturas de Marina Silva, derrotada nas últimas duas eleições para a Presidência da República: primeiro pelo PV, depois pelo PSB. Ela tenta chegar ao Palácio pela terceira vez, agora pela Rede, com o apoio de Giannetti e de André Lara Resende, um dos criadores do Real.

Formado em Economia e Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP), doutor pela universidade inglesa de Cambridge, onde lecionou durante três anos, ex-professor da USP e da escola de negócios Insper, Giannetti também é escritor e filósofo. Mesmo que Marina vença as eleições, já deixou claro que não pretende ocupar cargos públicos. Mas defende que ela é a candidata com maior comprometimento ético para comandar o país.

O economista, defensor da busca do equilíbrio fiscal, tem afirmado que Marina é a única capaz de trazer para o centro da agenda o debate sobre educação e meio ambiente. São esses itens que ele considera definidores do futuro do país. Giannetti destaca que a economia é o meio e não o fim. “O importante é deixar nossa economia organizada para que nós possamos concentrar nossas atenções, como governo e como nação, naquilo que definirá nosso futuro. Não vejo ninguém mais apto e preparado a fazer esse projeto de estadista, de futuro, e com os valores corretos do que Marina Silva”, disse em entrevista recente.

Os dois assessores de Marina definem o fim da reeleição e eleições legislativas separadas dos pleitos para o Executivo, como na França, como dois pontos fundamentais de uma reforma política a ser feita. “A questão dominante hoje no Brasil é a política, o guarda-chuva de todas as outras. Em seguida, existe uma questão séria fiscal, em que o problema da Previdência é provavelmente o mais grave”, disse Resende.(AT)

José Márcio Camargo

José Márcio Camargo, o escolhido de Henrique Meirelles, sempre se dividiu entre a academia e o mercado(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
José Márcio Camargo, o escolhido de Henrique Meirelles, sempre se dividiu entre a academia e o mercado (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)

Ilan Goldfajn, Carlos Viana, Tiago Berriel, Armínio Fraga, Antônio de Pádua e Solange Srour são alguns dos principais economistas do Brasil. Todos têm em comum o fato de terem sido alunos de José Márcio Camargo, coordenador do programa de governo de Henrique Meirelles. Formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e doutor pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), ele é um dos principais especialistas no Brasil em microeconomia e mercado de trabalho.

O economista sempre se dividiu entre a academia e o mercado, mas nunca fugindo do debate e da crítica às decisões de governo. Participou intensamente das discussões sobre a criação do teto de gastos públicos no Congresso Nacional. A constante presença em Brasília o aproximou de Meirelles. Fez isso sem deixar de conciliar o trabalho como economista-chefe da Opus Investimentos e como professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ).

Além disso, foi sócio fundador da Tendências Consultoria e já atuou como consultor do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Organização Internacional do Trabalho (OIT), do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Em recente entrevista ao Correio, Camargo ressaltou que Meirelles trabalhará para aprovar a reforma da Previdência nos três primeiros meses do governo.

Essa reforma, diz o economista, seria um pouco mais dura que a atual proposta que tramita no Congresso. “A ideia é aprovar uma reforma com algumas mudanças para torná-la um pouco mais rigorosa para que a convergência para a idade mínima seja mais rápida que os 20 anos propostos”, afirmou.

Ele ainda defende a intenção de rediscutir as renúncias tributárias e as vinculações do Orçamento. Além disso, Camargo sugere que a própria execução da norma seja mais rígida. “A partir daí, uma vez aprovado, o Orçamento será impositivo. A estrutura do Orçamento é definida na discussão no Congresso. Base e oposição vão definir as prioridades e, a partir daí, vamos executar de forma impositiva. Todos os anos vamos fazer isso sistematicamente”, defendeu. (AT)


Marco Antônio Rocha

Marco Antônio Rocha assessora Guilherme Bouolos no campo das finanças(foto: Reprodução/Youtube)
Marco Antônio Rocha assessora Guilherme Bouolos no campo das finanças (foto: Reprodução/Youtube)

Um dos coordenadores do programa de governo de Guilherme Boulos (Psol), o economista Marco Antônio Rocha defende uma ruptura com o modelo atual. Formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), fez mestrado e doutorado em Teoria Econômica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Rocha concentra estudos na área de Economia Industrial e História do Pensamento Econômico. Atualmente, é coordenador do Núcleo de Economia Industrial e Tecnologia da universidade paulista.

Em debate na Universidade de Brasília (UnB) na semana passada, afirmou que o eixo principal do programa de governo de Boulos é a geração de emprego com o enfrentamento do deficit fiscal. Para reequilibrar as contas públicas, defende a cobrança de mais impostos dos mais ricos. Sobre moradias, uma das bandeiras de Boulos, que é coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Rocha cobrou a recuperação da capacidade de concessão de financiamento, principalmente por parte de bancos públicos, como a Caixa Econômica Federal. “Prevemos aumento progressivo do IPTU e cobrança sobre imóvel rural.”

O economista também é contra as privatizações. “Precisamos recuperar a capacidade estratégica dessas empresas”, disse. Para ele, o planejamento econômico deve, além de analisar a gestão, pensar no desenvolvimento do país a longo prazo. “Não devemos nos basear apenas em um plano emergencial, mas, sim, dialogar e remodelar a proposta de desenvolvimento brasileiro, atrelando isso à política científica e ideológica”, afirmou.

Ele ainda defende a revogação da Emenda Constitucional 95, que estabeleceu o teto dos gastos, porque considera que ela limita os investimentos por 20 anos. “O orçamento público é uma escolha pública. Não tem como a população brasileira continuar crescendo e manter os gastos congelados. Então, é prioridade de qualquer governo minimamente progressista derrubar essa emenda”, disse. (AT)


Gustavo Franco

Gustavo Franco tentará repetir o sucesso do Plano Real num governo de José Amoedo(foto: BM&FBovespa/Divulgacao)
Gustavo Franco tentará repetir o sucesso do Plano Real num governo de José Amoedo (foto: BM&FBovespa/Divulgacao)

Boa parte do sucesso do Plano Real pode ser creditado ao economista Gustavo Franco. As bases para o sucesso do pacote de medidas anunciado no governo de Itamar Franco foram parte da tese de doutorado na Universidade Harvard, que estudou o fenômeno da hiperinflação ocorrido na Alemanha, Polônia, Áustria e Hungria na década de 1920. Após anos filiado ao PSDB, o economista migrou para o partido Novo e é responsável pelo programa econômico do candidato João Amoedo.

Formado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), dedicou a vida acadêmica ao estudo da inflação, da estabilização e da economia internacional. O pai, Guilherme Arinos Lima Verde de Barroso Franco, era amigo próximo do presidente Getulio Vargas, foi chefe de gabinete dos ministros da Fazenda Gastão Vidigal (1946) e Horácio Lafer (1951-1953), além de colaborar na fundação, em 1952, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE). Guilherme escreveu parte do estatuto e integrou a sua primeira diretoria.

Convidado por Pedro Malan, que foi seu professor na PUC, Gustavo chegou ao Ministério da Fazenda em maio de 1993 para estruturar e ser secretário adjunto da Secretaria de Política Econômica. Nessa missão, contou com a ajuda de dois colegas da universidade, Winston Fritsch e Edmar Bacha. Da Fazenda, migrou para o Banco Central (BC), na gestão de Malan, e foi diretor da Área Internacional.

Chegou à presidência da autoridade monetária em agosto de 1997 e foi um ferrenho defensor da política econômica do governo de Fernando Henrique Cardoso. Deixou o posto após um profundo embate, em que defendeu a manutenção do regime de câmbio fixo, que se mostrou ruim para a economia.
Entre as propostas que defende para a economia caso Amoedo seja eleito presidente, está um ajuste fiscal com enxugamento dos gastos públicos, além de uma reforma da Previdência profunda, que englobe servidores públicos, militares e professores. O economista também é favorável ao fim do ensino universitário gratuito a estudantes de famílias de alta renda e à privatização de estatais. (AT)

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