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Correio Braziliense

Petrobras: manutenção de plataforma não vai ocasionar falta de gás

A estatal ressaltou que irá aumentar a importação de gás natural liquefeito


postado em 01/08/2018 20:06

Os detalhes sobre a parada técnica para a manutenção da plataforma Mexilhão foram apresentados nesta quarta feira (1/8)(foto: Reprodução / Internet)
Os detalhes sobre a parada técnica para a manutenção da plataforma Mexilhão foram apresentados nesta quarta feira (1/8) (foto: Reprodução / Internet)

A Petrobras voltou a descartar a possibilidade de faltar gás para o funcionamento de usinas termelétricas durante o período de manutenção da plataforma de Mexilhão. Os detalhes sobre a parada técnica para a manutenção de Mexilhão, principal produtora de gás da Bacia de Campos, foram apresentados hoje (1/8) na reunião do Conselho de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), responsável por monitorar as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do país.

Como precaução, foi apresentada a proposta de que a Petrobras comunique com antecedência futuras paradas de manutenção preventiva de plataformas. Durante a reunião, a Petrobras informou que não há risco de falta do produto, uma vez que vai aumentar a importação de gás natural liquefeito (GNL). O presidente da estatal, Ivan Monteiro, apresentou detalhes do planejamento, para esclarecer dúvidas sobre eventuais impactos no setor elétrico, já que a produção concentrada em Mexilhão responde por menos de 10% da oferta no mercado nacional.

A Petrobras também voltou a descartar a possibilidade de suspender a manutenção de Mexilhão, programada desde 2016 e prevista para ocorrer até 06 de setembro. Segundo a empresa, parada tem como objetivo atender à exigência legal de segurança do Ministério do Trabalho, além ampliar a capacidade de escoamento do gasoduto.

“Os serviços estão sendo realizados gradualmente desde agosto de 2017 e foram adotados procedimentos adicionais para a minimizar o tempo de interrupção do fornecimento de gás para as usinas termelétricas”, diz a nota do CMSE publicada após a reunião.

Além da importação de GNL, também ficou definido que haverá ajuste na demanda através da parada para manutenção programada de termelétricas em coordenação com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A perspectiva é que as medidas garantam a oferta de gás durante os 45 dias de obras, sem impacto nas tarifas do setor elétrico.

A Petrobras foi convidada a participar da reunião do CMSE, após o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco ter feito, na segunda-feira (30/7) um apelo para a suspensão da manutenção programada de Mexilhão, por “um ou dois meses”. O receio era que a manutenção venha a reduzir o fornecimento de gás e o consequente aumento do uso de usinas termelétricas movidas a óleo combustível. A parada técnica na plataforma envolve investimentos de US$ 300 milhões e mobiliza atualmente mais de 500 pessoas. 

Chuvas

Durante a reunião, o ONS destacou que o padrão meteorológico no mês de julho de 2018 foi similar ao observado em junho, quando as frentes frias tiveram sua atuação restrita ao Rio Grande do Sul e a região litorânea dos demais estados da região Sul e Sudeste. A escassez de chuvas resultou na diminuição da Energia Natural Afluente (ENA), que reflete o volume de energia que pode ser produzido de acordo com o regime de chuvas em determinado local.

Com isso, os valores de ENA acumulados em julho foram inferiores à média em todas as bacias hidrográficas do Sistema Interligado Nacional (SIN), com 68% no Sudeste/Centro-Oeste, 56% no Sul, 36% no Nordeste e 76% no Norte.

O CMSE descartou a possibilidade de déficit de energia em 2018. “O risco de qualquer déficit de energia em 2018 é igual a 0,6% para o subsistema Sudeste/Centro-Oeste e 0,0% para o subsistema Nordeste, diz a nota.

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