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Correio Braziliense

Produção industrial cresce 13,1% após tombar em maio, divulga IBGE

A alta de junho na comparação com o mês de maio foi a maior desde o início da série histórica, que começou em 2002


postado em 02/08/2018 09:43

Dos 26 ramos pesquisados, 22 apresentaram alta em junho. As principais influências positivas foram de veículos automotores, reboques e carrocerias(foto: Mitsubishi/Divulgação)
Dos 26 ramos pesquisados, 22 apresentaram alta em junho. As principais influências positivas foram de veículos automotores, reboques e carrocerias (foto: Mitsubishi/Divulgação)

Sob comparação de um mês atípico, a produção industrial cresceu 13,1% em junho, em relação a maio, que havia tombado 11% por conta da greve dos caminhoneiros. Mesmo assim, a indústria subiu 3,5% frente a junho de 2017. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (2/8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

A alta de junho na comparação com o mês de maio foi a maior desde o início da série histórica, que começou em 2002. Com o resultado, a indústria acumulou ganhos de 2,3% no primeiro semestre do ano. Nos últimos 12 meses, avançou 3,2%. 

Dos 26 ramos pesquisados, 22 apresentaram alta em junho. As principais influências positivas foram de veículos automotores, reboques e carrocerias (47,1%), produtos alimentícios (19,4%), bebidas (33,6%) produtos de minerais não-metálicos (20,8%), celulose, papel e produtos de papel (17,9%) e outros.

Na contramão aparece, principalmente, o ramo de outros equipamentos de transporte (-10,7%), que marcou a segunda taxa negativa consecutiva e acumulou perda de 24% nos dois últimos meses pesquisados pelo IBGE. 

Nas grandes categorias, os bens de consumo duráveis, como casa, automóveis e eletrodomésticos, por exemplo, avançaram 34,4% em junho, na comparação com maio. A perda do último mês havia sido de 26,1%. Os bens de capital subiram 25,6%. Bens de consumo semi e não duráveis cresceu 15,7%. Os bens intermediários elevaram 7,4%. 

Crescimento econômico

A melhora da indústria é fundamental para a recuperação do crescimento econômico. Os economistas ouvidos pelo Banco Central esperam que a produção industrial suba 2,91% ao longo de 2018.
 
A retomada da economia está num ritmo mais lento do que o esperado. A projeção dos analistas é de uma expansão de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano. Os dados oficiais da atividade econômica do segundo trimestre de 2018 serão divulgados no mês de maio. 

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