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Correio Braziliense

Motoristas do DF dão adeus à gasolina vendida a menos R$ 4 o litro

Postos da EPTG que vendiam o litro a R$ 3,99 elevam o preço para R$ 4,09. No DF, o valor médio do produto passa para R$ 4,36


postado em 07/08/2018 08:58

(foto: Luis Nova/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Luis Nova/Esp. CB/D.A Press)
 

Desde o último sábado, o motorista do DF não encontra gasolina por menos de R$ 4. Os postos na  Estrada Parque Taguatinga (EPTG), que em 30 de julho vendiam o combustível a R$ 3,99, elevaram os preços, depois de quatro dias de alívio para o bolso dos brasilienses. Agora, o litro é encontrado a R$ 4,09 em estabelecimentos da EPTG. O valor continua sendo o mais baixo encontrado pelo Correio, na pesquisa realizada em 30 postos do DF (veja tabela abaixo).


Apesar do aumento, segundo a gerente de um dos estabelecimentos, o movimento não foi afetado. Morador de Goianésia (GO), Marco Antonio, 41 anos, vem semanalmente à capital a negócios e procura os postos da EPTG mais em conta para abastecer. “Eu me surpreendo com a gasolina a R$ 4,09. Na minha cidade, o menor preço é de R$ 4,89”, afirmou.

A pesquisa do Correio mostra que, entre os dias 10 de julho e 6 de agosto, houve uma queda no preço médio do combustível de R$ 0,07. O litro que, em média era vendido a R$ 4,43 passou para R$ 4,36. Ontem a Petrobras anunciou recuo de 0,68% no valor cobrado nas refinarias, que passará de R$ 1,9465 para R$1,9331.

Economista da Universidade de Brasília (UnB),César Bergo alerta que o consumidor deve ficar atento à variação do dólar, já que é um dos itens levados em conta pela Petrobras na hora do ajuste do valor nas refinarias. Ele defende a política de preços da estatal, mas cobra que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) fiscalize melhor os postos para proteger os consumidores de fraudes.

Com os preços altos, Rosa Ximenes, que mora em Vicente Pires, adia algumas atividades, roda menos para economizar e opta por abastecer em postos onde a gasolina está mais em conta. Apesar das reduções dos últimos dias, para ela, o impacto no bolso continua alto. “A gasolina ainda está muito cara. A política de preços da Petrobras dificulta que o consumidor tenha noção dos preços e isso facilita a prática de cartel”, disse.

 

 


* Estagiária sob supervisão de Rozane Oliveira

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