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Correio Braziliense

DF tem estoque de apenas 3,8 mil imóveis residenciais novos

Segundo Ademi, essa realidade é fruto do desânimo do incorporador imobiliário, que adotou uma postura defensiva diante da crise econômica


postado em 07/08/2018 18:38 / atualizado em 07/08/2018 18:46

(foto: Reprodução/TV Brasília)
(foto: Reprodução/TV Brasília)
 
O risco de desequilíbrio entre oferta e demanda no setor imóveis residências do Distrito Federal (DF) é latente. O presidente da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi), Paulo Muniz, disse em entrevista para o CB Poder — uma parceria entre a TV Brasília e o Correio — que a capital já não conta mais com a média histórica de 9 mil imóveis em oferta. “Hoje, nós estamos com apenas 3,8 mil unidades em oferta. Isso é um desequilíbrio na oferta e procura”, analisou.

Segundo Muniz, essa realidade é fruto do desânimo do incorporador imobiliário, que adotou uma postura defensiva diante da crise econômica. “Nós não fizemos novos lançamentos, nem realimentamos o mercado. Isso desanima o incorporador”, constatou. No entanto, ele prevê uma tendência de aumento para a oferta nos próximos anos, mas evita fazer previsões de quantos lançamentos serão feitos. 

O presidente da Ademi acredita que uma das medidas que pode ajudar a reaquecer o mercado imobiliário no DF é aprovar a lei do distrato, que aguarda para ser votada no Congresso Nacional. Com isso, seria possível garantir mais segurança jurídica para o setor. “Temos um momento político que não temos segurança. Alguns incorporadores estão adiando lançamentos para o ano que vem. No mês de maio, tivemos três lançamentos com volumes maiores do que o normal de apartamentos”, explicou. 

Muniz indicou que a hora de comprar imóveis, para quem tem a intenção de morar, é agora. “Precisa-se pensar bem. A nossa oferta está baixa e não tem sinalização imediata de aumentar. Se deixar para comprar mais tarde, pode ser que fica ainda mais caro”, informou. Ele também analisou que as eleições têm papel fundamental na precificação dos imóveis. “O momento é de indefinição. Não temos muitas opções no atual governo. Isso leva muitas pessoas a ficarem no compasso de espera”, declarou. 
 

Confira a entrevista completa:

 
 
 
*Estagiário sob supervisão de Roberto Fonseca 

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