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Correio Braziliense

Inflação de julho sobe 0,33% e acumula 4,48% em 12 meses, diz IBGE

A taxa é levemente acima da expectativa de mercado, que esperava uma variação de 0,29%. No acumulado do ano, a inflação foi de 2,94%, ou seja, acima de 1,43%, patamar contabilizado em igual período do ano passado


postado em 08/08/2018 09:42

Energia elétrica (5,33%) desacelerou em relação a junho (7,93%), mas foi o principal vilão da inflação de julho(foto: Maurenilson Freire/CB/D.A Press)
Energia elétrica (5,33%) desacelerou em relação a junho (7,93%), mas foi o principal vilão da inflação de julho (foto: Maurenilson Freire/CB/D.A Press)

 
Com a diminuição dos efeitos da greve dos caminhoneiros — que ocorreu em maio —, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 0,33% em julho. O resultado é bem menor do registrado no mês imediatamente anterior, quando calculou 1,26%. Os dados foram divulgados na manhã desta quarta-feira (8/8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa é levemente acima da expectativa de mercado, que esperava uma variação de 0,29%. No acumulado do ano, a inflação foi de 2,94%, ou seja, acima de 1,43%, patamar contabilizado em igual período do ano passado. Na comparação do apanhado de 12 meses, saiu de 4,39% em junho para 4,48% em julho. A meta de inflação para 2018 é de 4,5%. Os economista  — ouvidos pelo Banco Central (BC) — esperam que o indicador feche o ano em 4,11%.

De acordo com o instituto, o IPCA foi impactado pelos grupos Habitação (1,54%) e Transportes (0,49%).  Mesmo assim, houve uma desaceleração destes grupos em relação a junho, que foi fortemente impactado pela greve dos caminhoneiros. 

No primeiro, o item energia elétrica (5,33%) desacelerou em relação a junho (7,93%), mas foi o principal vilão da inflação de julho. A bandeira tarifária está em vermelha patamar nível 2, que cobra R$ 0,05 por kwh consumido. Além disso algumas regiões tiveram reajustes nas tarifas.

Ainda no grupo Habitação, a taxa de água e esgoto registrou 0,69%. O item gás de botijão caiu 0,18%. 

No grupo dos Transportes,o índice de preços foi de 0,49%. Também desacelerou em decorrência da queda nos preços dos combustíveis (-1,80%). Em julho, houve deflação nos preços da gasolina (-1,01%) e do etanol (-5,48%), que haviam subido, respectivamente, 5,00% e 4,22% em junho.

O ônibus urbano subiu 1,46%, refletindo os reajustes de 9,72% na tarifa no Rio de Janeiro (7,34%), em vigor desde 21 de junho, e o de 14,28% em Rio Branco (6,57%), a partir de 14 de julho. Já o item ônibus intermunicipal subiu 0,38%. 
O item ônibus interestadual aumentou 8,70%.

Preços mais baixos 

Já Vestuário (-0,60%), Alimentação e bebidas (-0,12%) e Educação (-0,08%) foram na contramão. Os grupos contabilizaram deflação, ou seja, queda nos preços. 

No primeiro grupo, destaca-se o recuo de roupas (-0,91%), tanto masculinas (-0,94%), quanto feminina (-0,87%) e infantis (-0,91%), além dos calçados (-0,44%).

A queda no grupo Alimentação e bebidas teve deflação depois de apresentar, em junho, a maior alta dos últimos 29 meses (2,03%) — por conta da greve dos caminhoneiros. O grupo dos alimentos para consumo no domicílio caiu 0,59% em julho, após subir 3,09% em junho. As principais quedas foram: cebola (-33,50%), batata-inglesa (-28,14%), tomate (-27,65%), frutas (-5,55%) e carnes (-1,27%). O leite longa vida e o pão francês subiram 11,99% e 2,22%, respectivamente.

A alimentação fora de casa acelerou de junho (0,17%) para julho (0,72%) ,com destaque para o lanche(1,40%) e a refeição (0,39%).

No grupo Saúde e cuidados pessoais, alta contabilizada é de 0,07%, refletindo a apropriação da fração mensal do reajuste de 10,00% autorizado, em 27 de junho, pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

INPC 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor -(INPC) — usado para calcular o salário mínimo mínimo e os benefícios previdenciários — apresentou variação de 0,25% em julho. O acumulado no ano ficou em 2,83%, acima do 1,30% registrado em igual período do ano passado. Nos últimos 12 meses, ficou em 3,61%, acima dos 3,53% dos 12 meses imediatamente anteriores. 

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