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Correio Braziliense

Brasil lidera em soluções digitais no mercado de aplicativos

Evento Apix, criado para discussão de softwares que conectam grandes sistemas de empresas e promovido pela Sensedia, revelou alto índice de inovações digitais no País


postado em 09/08/2018 17:22 / atualizado em 10/08/2018 10:03

(foto: Divulgação / Apix)
(foto: Divulgação / Apix)

São Paulo – Entre a terça (7/8) e a quarta-feira (8/8) desta semana, 800 pessoas se reuniram em São Paulo para disctutir os softwares que conectam grandes sistemas de empresas ou instituições com aplicativos disponíveis em qualquer celular. O evento é o Apix, que está na terceira edição anual, e já é o segundo maior do mundo focado em APIs, sigla em inglês para Interfaces de Programações de Aplicações. Quem acha que parece algo distante deve pensar que, sem isso, não haveria e-commerce ou operação bancária pela internet, entre outras utilizações.

O evento é promovido pela Sensedia, empresa brasileira que surgiu há uma década e se dedica exclusivamente a essa área. Adam DuVander, da norte-americana Zapier, um dos palestrantes do Apix, explicou ao público que há vários desafios para fazer boas APIs. A autenticação, que garante segurança aos dados, é uma delas. Mas o principal é vender bem as soluções dentro das organizações e para os parceiros. “Pense no melhor professor que você já teve, em como ele explicava as coisas”, disse.

Para o gerente de novas tecnologias da Elo, David Ruiz, também palestrante, é indispensável pensar no valor que cada solução pode proporcionar, o que exige atenção especial para a experiência do usuário. “Do contrário, o que se tem é uma prateleira cheia de coisas inúteis”, comparou. Um dos produtos desenvolvidos pela Elo é um mecanismo que permite a identificação do perfil do dono de um cartão a partir dos seis primeiros dígitos. É possível saber se é um cliente com alto poder de compra, ainda que esteja adquirindo um produto mais barato. Outro mecanismo criado a partir de APIs é a emissão de seguro de viagem automático ao cliente dos cartões que vai o exterior, sem necessidade de preencher qualquer formulário.

Marcilio Oliveira, 35 anos, um dos fundadores da Sensedia, afirma que há imensas oportunidades de ganhos sociais com o uso de APIs. A empresa desenvolveu voluntariamente para a prefeitura de Campinas (SP), onde está instalada, um aplicativo que permite ao usuário saber se está passando por um bairro onde há maior risco de dengue."Os governos têm muitos dados. Só não sabem usá-los ", destacou. Não está nos planos dele, por ora, fazer negócios com o setor público. Afinal, sem depender de licitações, a empresa cresce 50% ao ano. Oliveira não culpa a crise. "Ela até ajudou. Do contrário, vários clientes procurariam multinacionais, e não nós, atrás de soluções", afirmou. 

Há dez anos, quando a empresa foi criada, Oliveira era mestrando da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A Sensedia tinha apenas quatro pessoas e era incubada no campus. Agora, com quase duas centenas de funcionários, fatura R$ 40 milhões por ano.

Kleber Bacili, presidente da Sensedia, conta que a prioridade agora é crescer para o exterior. Com receita em mercados globais, seria possível pensar, por exemplo, em abrir o capital em bolsas norte-americanas.

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