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Correio Braziliense

Teste de velocidade de internet móvel classifica operadoras do país

Segundo levantamento do SpeedTest, Claro tem a banda larga móvel mais rápida do país, seguida da Vivo. TIM tem a melhor latência (tempo de resposta) e Oi está na lanterna


postado em 09/08/2018 20:17

(foto: Caio Gomez/CB/D.A Press)
(foto: Caio Gomez/CB/D.A Press)
Um teste realizado pela Ookla, empresa responsável pelo site SpeedTest, com 3,6 milhões de acessos, apurou os índices de velocidade da internet móvel das operadoras brasileiras no primeiro semestre. Conforme a pesquisa, o acesso na banda larga móvel via celular no país é, em média, de 18,18 mebabits por segundo (Mbps) para downloads, 7,51 Mbps para upload, com latência (tempo de resposta) de 63 milissegundos (ms). Para especialistas, no entanto, é preciso ficar atento se a velocidade contratada é, de fato, entregue pelas operadoras.

Pelo levantamento da Ookla, a Claro ficou com o título de banda larga móvel mais rápida do Brasil no primeiro semestre, com velocidade média 26,71 Mbps para download e de 9,20 Mbps para upload. O segundo lugar ficou com a Vivo (18,28 Mbps de download). Depois vieram TIM e Oi, com 14,77 e 11,65 Mbps, respectivamente. A TIM, contudo, registrou a melhor latência, de 48 ms de tempo de resposta, em média. A Vivo aparece com 67 ms, a Claro com 68 ms e a Oi com 84 ms.

De acordo com a 127diretora para o Centro-Oeste da Claro, Soraia Tupinambá, os três itens avaliados pela pesquisa — velocidade de download e de upload e latência — são suficientes para apurar a realidade da velocidade da internet móvel. “Em Brasília, no DDD 61, a Claro atinge 30,3 Mbps. Nossa velocidade é a maior em 26 unidades da federação e acima da média do país, que é 18,18 Mbps”, disse.

Para a executiva, os resultados mostram “a consistência" dos investimentos feitos na rede, em fibra ótica, modernização e 4.5G. "A velocidade do 4.5G é até 10 vezes superior ao 4G. E Brasília foi a primeira cidade que lançamos a tecnologia”, afirmou. No Distrito Federal, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a Claro tem 48,48% do mercado, seguido da Vivo (26,49%), TIM (18,33%) e Oi (14,56%).

A TIM atribui a primeira colocação como melhor latência do estudo SpeedTest ao foco em prover uma melhor experiência do cliente, com o diferencial de performance da tecnologia LTE no uso de dados, e a ampla cobertura da rede 4G. “Os investimentos pesados feitos pela operadora nos últimos dois anos na tecnologia móvel, prevendo o crescimento rápido do uso de dados pela população, também fazem a diferença. Desde setembro de 2015, a companhia é líder em cidades cobertas pela tecnologia 4G no Brasil. A cobertura alcança, hoje, 3.138 cidades”, afirmou.

Infraestrutura


A Vivo informou que a infraestrutura de rede da empresa é elemento-chave para impulsionar a transformação digital liderada pela companhia. A companhia reforça que investe continuamente em infraestrutura, de modo a manter a capacidade da rede e atender às demandas crescentes de dados de seus clientes. “A cobertura móvel 4G chega a 2.935 cidades e com a tecnologia 4G+ (nome comercial da empresa para o 4.5G) a 772 municípios. No triênio 2018-2020, os investimentos de R$ 26,5 bilhões destinam-se sobretudo à expansão da rede móvel e da fibra ótica”, disse.

Na última colocação segundo a pesquisa, a Oi ressaltou que tem investido na expansão da capacidade da sua rede e na melhoria da qualidade dos serviços. “A companhia está avançando no projeto de readequação do seu espectro de 1.800 mega-hertz (MHz) para oferecer funcionalidades da tecnologia 4.5G em 26 localidades do país ainda em 2018. Esse projeto, associado aos investimentos que a Oi vem fazendo em sua rede base e de transporte, e a sua grande capilaridade de fibra no país, trazem uma melhoria contínua na experiência de uso de dados para os clientes.”

Para a especialista em telecomunicações da Proteste, Flávia Lefèvre, os consumidores precisam ficar atentos porque há uma variação muito grande entre a velocidade contratada e o que realmente é entregue pelas operadoras. “Planos 4G não raro caem para 3G e até 2G. Sugiro aos usuários testarem a velocidade pelo Simet, do Nic.br, que tem uma metodologia diferente, mais apurada”, orientou.

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