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Correio Braziliense

'A calmaria que vivia o dólar parece ter chegado ao fim', diz especialista

A moeda norte-americana voltou a superar os R$ 3,90, registrando alta de 1,06%


postado em 13/08/2018 15:39

De acordo com o especialista, as eleições serão motivos para apreensão dos investidores(foto: Kleber Sales/CB/D.A Press)
De acordo com o especialista, as eleições serão motivos para apreensão dos investidores (foto: Kleber Sales/CB/D.A Press)

O dólar voltou a superar os R$ 3,90. A moeda norte-americana está cotada (às 15h08) a R$ 3,906, com alta de 1,06%. De acordo com Fernando Bergallo, diretor de câmbio da FB Capital, os fatores internos e externos levaram à desvalorização do real.

“A calmaria que vivia a moeda americana parece ter chegado ao fim”, disse o especialista. Isso já era esperado, tanto por fatores externos quanto internos. Neste momento o real e diversas moedas ao redor do mundo sofrem a desvalorização em função da briga entre o governo Trump e a Turquia”, explicou. 

De acordo com o especialista, as eleições serão motivos para apreensão dos investidores. Tensões envolvendo a guerra comercial também são motivos para a inquietude do mercado. “O investidor procura lugares seguros para investir em meio ao caos e segurança significa estar com os ativos em dólar. Além de novos acontecimentos na guerra comercial travada pelos EUA, que deverá desacelerar o comércio global, as eleições brasileiras também provocarão solavancos até outubro”, declarou Bergallo. 

O mercado também deve reagir à pesquisa Ibope com os candidatos à Presidência da República, que será divulgada no final desta semana. Historicamente, os investidores tendem a se alinhar com ideologias de direita, que são representadas pelo candidato Geraldo Alckmin (PSDB). “Caso Alckmin continue estagnado, provavelmente o mercado financeiro deverá ver isso como um sinal ruim, pois coloca em risco a aprovação das reformas da Previdência e fiscal”, afirmou. 

O especialista recomenda, aos interessados em viajar para o exterior, em realizar compras de dólar em partes. “Para quem irá viajar para os EUA ou precisa realizar operação de câmbio em moeda estrangeira a recomendação é sempre fazer em partes, para conseguir um preço médio. Deste modo, o investidor ou turista não pegará nem a pior cotação, nem a melhor”, disse. 

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