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Correio Braziliense

Faltou trabalho para 27,6 milhões de pessoas no segundo trimestre, diz IBGE

A taxa ficou estável em relação aos três primeiros meses do ano. Houve uma alta em relação ao segundo trimestre de 2017


postado em 16/08/2018 09:56

(foto: Bruno Peres/CB/D.A Press)
(foto: Bruno Peres/CB/D.A Press)

 
A taxa de subutilização da força de trabalho -- que agrega os desempregados, os subocupados e a força de trabalho potencial -- foi de 24,6% no segundo trimestre de 2018, representando 27,6 milhões de pessoas. A taxa ficou estável em relação aos três primeiros meses do ano. Os dados foram divulgados na manhã desta quinta-feira (16/8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os desempregados ou desocupados são aqueles que alegam que procuraram vagas na semana da pesquisa do IBGE, mas não encontraram. O subocupado é a pessoa que tem algum tipo de emprego, mas trabalha menos do que 40 horas por semana e gostaria de um tempo maior para o serviço. 

A força de trabalho potencial enquadra a pessoas que não tem condições de trabalhar momentaneamente, como aqueles que estão com problemas de saúde ou necessidade de cuidar de crianças e idosos, por exemplo. Neste grupo também se calcula o número de desalentados -- aqueles que não procuraram emprego porque não achavam que conseguiriam, ou seja, são céticos quanto a condição atual do mercado.  

Ao todo, 27,6 milhões de pessoas estão enquadradas nas três separações, o que configura uma taxa de 24,6%. Houve uma alta em relação ao segundo trimestre de 2017, quando marcou 23,8%.

Mercado de trabalho

Reunidos, os índices de subocupação e desemprego atingiram 18,7% no Brasil, no segundo trimestre de 2018, o que representa 6,5 milhões de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas e 13,0 milhões de desocupados. Ou seja, 19,5 milhões ao todo. A quantidade de pessoas que não tem condições de trabalhar no momento (força de trabalho potencial) é de 8,1 milhões. 

No último grupo, o número de desalentados fechou o segundo trimestre em 4,8 milhões de pessoas, registrando o maior contingente da série histórica, iniciada em 2012. A quantidade é maior que os três primeiros meses, quando marcou 4,6 milhões. Nos dados de abril, maio e junho de 2017, 4 milhões estavam na situação. O percentual de pessoas desalentadas em relação a população na força de trabalho, no segundo trimestre de 2018, ficou em 4,4%, a maior da série histórica. 

Confira a separação: 

Desempregados ou desocupados (13 milhões)

Força de trabalho potencial (8,1 milhões)

Subocupados (6,5 milhões)


No segundo trimestre de 2018, 91,2 milhões de pessoas estavam ocupadas, sendo 67,6% de empregados, 4,8% de empregadores, 25,3% de pessoas que trabalham por conta própria e 2,3% de trabalhadores familiares auxiliares.

Mulheres são maioria

No 2º trimestre de 2018, as mulheres eram maioria tanto na população em idade de trabalhar no Brasil (52,4%). Porém, entre as pessoas ocupadas predominavam os homens no Brasil (56,3%). O nível da ocupação dos homens no Brasil foi de 63,6% e o das mulheres de 44,8%, no 2º trimestre de 2018. 

O comportamento foi verificado nas cinco regiões do país. com destaque ao Norte, onde a diferença entre os homens e mulheres foi de 22,6 pontos percentuais. As mulheres representam 51% da população desocupada. As mulheres também se mantiveram como a maior parte da população fora da força de trabalho, tanto no país (64,9%) tanto em todas as regiões.

Pretos e pardos

Em 2012 havia 7,6 milhões de pessoas desempregadas no país, sendo que 48,9% eram pardos, 10,2% pretos e 40,2% brancos. Hoje, esse contingente subiu para 13 milhões de pessoas. Enquanto o branco reduziu a desocupação para 35%, os pardos passaram a representar 52,3%. Pretos também subiram para 11,8%. 

A diferença também é percebida na taxa de desocupação. O índice para os que se declararam brancos ficou abaixo da média nacional (12,4%), em 9,9%, enquanto pretos têm 15% e pardos 14,4%. 

Rendimento 

No 2º trimestre de 2018, o rendimento médio real da força de trabalho foi estimado em R$ 2.198. Houve estabilidade tanto em relação ao trimestre imediatamente anterior (R$ 2.192) como em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.174). 

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