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Correio Braziliense

Candidatos à presidência debatem a respeito de projetos de inovação

O seminário Brasil 2022 recebeu quatro candidatos à presidência da república para propor metas e mudanças para o setor


postado em 20/08/2018 23:14

Quatro dos presidenciáveis compareceram ao seminário Brasil 2022: Bicentenário da Independência (Digital) ou Morte (Competitiva) para esclarecer propostas a respeito da revolução tecnológica e da inovação no Brasil. Estiveram presentes os candidatos João Amoêdo (Novo), Henrique Meirelles (MDB), José Maria Eymael (Democracia Cristã) e Kátia Abreu (MDB), substituindo o candidato Ciro Gomes (PDT), que não pode estar presente no evento. A sabatina selecionou três perguntas entregues previamente para os candidatos responderem em 20 minutos de exposição. Além disso, foi entregue um trabalho elaborado em conjunto com as associações do setor com propostas para cada um dos convidados.

Para o ex-ministro da fazenda, Henrique Meirelles, o Brasil ainda é um país que dificulta a abertura de novos negócios. “No Brasil, o tempo médio para abrir uma empresa há mais ou menos dois anos atrás era de 101 dias”, criticou a respeito da burocracia. Segundo ele, é necessário que haja uma desburocratização desse processo, além de incentivos às empresas. Meirelles também criticou o intervencionismo do governo no mercado. “Se já interviram no preço da energia, por que não interfeririam no preço de softwares”, argumentou.

Meirelles ainda propôs que seja implantado o governo digital. Segundo ele, essa medida é imprescindível para o próximo presidente do país. Além disso, o próximo comandante do executivo deve, na visão do ex-ministro, garantir que o país tenha um ambiente saudável para que as empresas cresçam e se instalem.

O candidato João Amoêdo (Novo) criticou a gestão pública do país. “A nossa primeira ideia, antes de ser partido, era ajudar a mudar a gestão pública do país”, disse. Além disso, a educação com amparo da tecnologia é algo que Amoêdo afirma já estar no seu plano de governo, além de aumentar o Brasil no ranking internacional de liberdade econômica. “O primeiro ponto é liberdade econômica. Hoje temos insegurança jurídica, dificuldade para se abrir empresa, carga tributária elevada. Tudo isso tem que mudar”, afirmou.

Amoêdo também defendeu a digitalização do governo. Se eleito, o candidato garantiu que vai transferir o que foi feito dentro do próprio Partido Novo para as instituições públicas do governo. “Nós temos, dentro do partido, processo de filiação todo digital. Além disso, o processo seletivo para os candidatos do novo também é todo online com etapas via skype”, exemplificou. 

O Candidato José Maria Eymael do partido Democracia Cristã apoiou-se no momento da criação da assembléia constituinte que deu origem à constituição atual. Participante do processo, Eymael garantiu que, desde aquela época, já havia encaminhado para a inovação. “A inovação é a crença em nossas próprias razões”, explicou. O candidato acredita que a educação é o meio de mudança para a adequação da tecnologia. “O pressuposto da transformação digital é a educação”, argumentou. Ele também deixou clara a necessidade de planejamento para que o plano de implementação da tecnologia seja sucedido. 

A senadora Kátia Abreu, vice do candidato Ciro Gomes, fez em sua fala uma retrospectiva do seu trabalho enquanto ministra da agricultura. Ela lembrou que a tecnologia no setor agropecuário ajudou o Brasil a conquistar importantes avanços nessa área. “Hoje, é inadmissível levar mais de 24 meses para engordar um boi. Apenas com pastagem e tecnologia de ponta”, citou como exemplo de avanço tecnológico na pecuária.

Kátia também entende que é necessário reformar o modelo educacional no Brasil e instalar educação com tecnologia em todos os patamares do ensino, desde o fundamental, até o superior. “É importante que possamos fazer interagir o ensino fundamental com o médio e o superior. Desse jeito, vamos ampliar a ciência e a pesquisa no nosso país”, analisou. Para o mercado, Kátia afirmou que dará atenção especial para os polos regionais do setor e indicou que aplicará incentivos fiscais para a abertura de novas empresas na área. “Vamos aplicar isenção de impostos como incentivo às empresas”, disse. Por fim, a senadora classificou os empreendedores do setor como “investidores anjo” que, segundo ela, terão limite de perda na falência durante o governo de Ciro Gomes. 

Os candidatos Jair Bolsonaro e Fernando Haddad foram convidados à participar do evento, porém não compareceram. 

*Estagiário sob supervisão de Anderson Costolli

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