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Correio Braziliense

Prévia da inflação de julho é a menor desde 2010, divulga IBGE

Com o resultado deste mês, o IPCA-15 no acumulado do ano foi de 3,14%. Em 12 meses, atingiu 4,3%


postado em 23/08/2018 09:29 / atualizado em 23/08/2018 11:22

No grupo Saúde e cuidados pessoas, o encarecimento dos planos de saúde (0,8%) foi o que puxou o avanço dos preços(foto: Maurenilson Freire/CB/D.A Press)
No grupo Saúde e cuidados pessoas, o encarecimento dos planos de saúde (0,8%) foi o que puxou o avanço dos preços (foto: Maurenilson Freire/CB/D.A Press)
Considerado a prévia da inflação para o mês, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) subiu 0,13% em agosto, 0,51 ponto percentual abaixo do que foi registrado em julho (0,64%). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou os dados na manhã desta quinta-feira (23/8), esta é a menor taxa para o mês de agosto desde 2010.

Com o resultado deste mês, o IPCA-15 no acumulado do ano foi de 3,14%. Em 12 meses, atingiu 4,3%.

Os grupos Habitação e Saúde e cuidados pessoais foram os principais vilões da inflação, com alta de 1,10% e 0,55%. O primeiro foi influenciado principalmente pelo custo da energia elétrica, que subiu 3,59%. Houve reajustes tarifários em concessionárias de São Paulo e Belém. 

A taxa de água e esgoto também apresentou alta de 0,62%, em razão de reajustes ocorridos no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte, em Goiânia e em Porto Alegre. Gás encanado também ficou 0,53% mais caro no país. 

Já no grupo Saúde e cuidados pessoas, o encarecimento dos planos de saúde (0,8%) foi o que puxou o avanço dos preços. A alta reflete o reajuste de 10% autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), anunciado em 27 de junho. 

Na contramão, o grupo de Transportes registrou deflação de 0,87%. Os combustíveis (-1,32%) recuaram pelo segundo mês seguido, com reduções nos preços médios do etanol (-5,80%), do óleo diesel (-0,50%) e da gasolina (-0,40%). A maior variação positiva no grupo foi do item ônibus interestadual (4,64%), em razão do reajuste médio de 10,14% nas passagens em vigor desde o dia 2 de julho.

O grupo de Alimentos também contabilizou uma leve queda de 0,03%, ancorada pela alimentação em domicílio (-0,43%). Nos supermercados, caiu o preço da cebola (-29,72%), tomate (-16,41%), batata-inglesa (-15,49%),  carnes (1,39%), e as frutas (-1,97%). Destacam-se, nas altas, o leite longa vida (3,58% e 0,04 p.p. de impacto), o arroz (2,11%) e o pão francês(1,34%). A alimentação fora (0,84%) acelerou em relação a julho (0,38%), com destaque para o lanche(1,63%) e a refeição (0,67%).

Os demais grupos de produtos e serviços pesquisados ficaram entre o -0,39% do Vestuário e o 0,54% dos Artigos de residência.

Regional 

Todas as onze áreas pesquisadas desaceleraram de um mês para o outro. Além disso, cinco delas apresentaram deflação em agosto. O menor resultado ficou em Curitiba (-0,26%), em função da queda no item passagem aérea (-27,63%). O maior resultado registrado foi em São Paulo (0,44%), em razão do reajuste de 15,84% nas tarifas de energia elétrica (7,84%) de uma das concessionárias pesquisadas, a partir de 4 de julho.

Em Brasília, houve deflação de 0,23% em agosto. No acumulado do ano, o IPCA-15 para a região é de 2,10%. Em 12 meses, 4,16%.

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