Publicidade

Correio Braziliense

Renda elevada de Brasília atrai interesse de corretoras de investimento

Renda elevada atrai a Brasília gestores que ajudam quem busca maior rentabilidade e aceita o risco. Isso não dispensa o investidor de cuidados extras na busca de informações e alternativas


postado em 26/08/2018 08:00 / atualizado em 25/08/2018 21:35

(foto: Maurenilson Freire/CB/D.A Press)
(foto: Maurenilson Freire/CB/D.A Press)
A renda elevada de Brasília tem atraído o interesse de corretoras de investimento na clientela local. O Produto Interno Bruto  (PIB) per capita foi de R$ 73.971,05 em 2015, o dado mais recente disponível, o maior do país. Com a Selic em 6,5% ao ano, as possibilidades de ganhos com ações se tornam ainda melhores.

Além do grande potencial para aplicações financeiras, o investidor brasiliense tem um perfil sofisticado, segundo especialistas, devido à forte presença do funcionalismo público, que, embora não seja a maioria da população, é responsável por 55% da massa salarial do DF.

É cada vez maior o número de corretoras no Planalto  Central, o que amplia a facilidade para quem quer investir em renda variável, graças à possibilidade de aconselhamento presencial. Mas é importante lembrar que a renda variável, se pode proporcionar ganhos maiores do que os juros, inclui riscos mais elevados. E, para avaliá-los, ninguém deve depender apenas das informações fornecidas por uma instituição. Além disso, é preciso ter sempre em mente que  é possível se tornar cliente on-line de uma insitituição que não está aqui, o que amplia as alternativas disponíveis.

Uma das instituições que enxergaram o potencial de Brasília foi a XP Investimentos, que, no ano passado, decidiu abrir um escritório na cidade. De acordo com o agente de investimentos da empresa, Daniel Cambraia, o fluxo de renda torna o DF um excelente mercado para a captação de clientes. “Em Brasília, as pessoas têm uma capacidade de investimento muito alta. No DF, gerenciamos aplicações de R$ 300 mil até R$ 10 milhões”, afirma.

Segundo o diretor operacional da sul-coreana Mirae, Pablo Spyer, o mercado para corretoras de investimentos em Brasília é muito forte. Os cerca de 204 mil servidores públicos do DF atraíram a Mirae, que deslocou uma equipe capacitada para a capital. O objetivo da empresa é captar R$ 500 milhões nos primeiros seis meses de estadia no DF.

Performance


“Brasília cresceu muito na última década”, observa Spyer. Segundo ele, a queda dos juros, aliada à sofisticação do investidor candango, fez com que os fundos tradicionais e a poupança não sejam mais a principal opção de aplicações. “Em Brasília, o investidor ficou muito mais exigente. Ele busca a melhor performance, a maior rentabilidade”, explica. Além disso, acrescenta, por estarem inseridos em grande parte na administração pública, os investidores da capital mostram bom conhecimento de temas financeiros.

Na avaliação do economista Demetrius Lucindo, a região também pode trazer clientes diversificados para as corretoras. “O investidor do Distrito Federal pode ter diversos perfis, desde o funcionário público, que busca alternativas para aplicar seus recursos, até empresários que buscam rentabilizar as finanças”, explica.

Segundo Spyer, os moradores da capital já entenderam que podem correr mais riscos e investir em produtos com retorno a longo prazo, mas com rentabilidade alta. “O brasiliense não aceita mais rentabilidade ruim. Ele quer aplicações que rendam mais, mesmo que não tenham muita liquidez. Ele está mais sofisticado, passou a prestar mais atenção em seus investimentos, mas tem carência de assessoria profissional. Queremos suprir essa carência”, afirma.

Há cerca de quatro anos, o engenheiro civil aposentado Everardo Prado, 62, decidiu diversificar as aplicações, depois de passar muito tempo em investimentos classificados como conservadores, como fundos de renda fixa, e buscou a renda variável. “Passei para o risco”, diz.

Desde então, Everardo começou a investir na bolsa — um mercado que, ressaltam os especialistas, deve ser explorado com aconselhamento profissional. Prado afirma que uma grande influência para iniciar os investimentos de renda variável foi a observação de amigos próximos que começaram com essa empreitada. “Tenho vários amigos de Brasília engajados no mercado de ações”, afirma.

* Estagiários sob supervisãode Odail Figueiredo

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade