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Correio Braziliense

Petrobras muda política e poderá congelar preço da gasolina por 15 dias

A empresa aprovou o uso de um mecanismo que, segundo a direção, flexibiliza os reajustes sem prejudicar seus resultados


postado em 06/09/2018 09:58 / atualizado em 06/09/2018 11:14

(foto: Luis Nova/CB/D.A Press)
(foto: Luis Nova/CB/D.A Press)
 
Após a disparada do dólar provocar reajustes praticamente diários no valor da gasolina, a Petrobras anunciou, nesta quinta-feira (6/9), uma nova política de preços para aumentar a estabilidade no setor de combustíveis. A diretoria da estatal aprovou o uso de um mecanismo financeiro adicional — uma espécie de proteção (hedge) — que pode ser aplicado por até 15 dias, espaçando mais os aumentos da gasolina.

Apesar de garantir que a atual prática de reajustes diários ainda é válida, a companhia afirmou que "entende ser importante conciliar seus interesses empresariais com as demandas de seus clientes e agentes de mercado em geral". Sem abrir mão da paridade dos preços internacionais, o mecanismo de hedge, a ser aplicado por não mais do que 15 dias, permitirá à empresa obter um resultado financeiro equivalente ao que alcança com a prática de reajustes diários, explicou, em nota.

Segundo o comunicado, a Petrobras escolherá os momentos em que vai aplicar o instrumento, considerando a análise de conjuntura, em cenários de elevada volatilidade do mercado. “O preço da gasolina continuará sujeito a mudanças até diárias, uma vez que esse mecanismo será utilizado opcionalmente, quando, então, os preços ficarão estáveis durante o período de sua execução”, ressaltou.
 

Flexibilidade nos reajustes 

Tal estratégia permitirá maior flexibilidade na frequencia de reajustes, mas não alterará o resultado final das variações do preço da gasolina decorrentes dos movimentos de elevação ou de queda na cotação internacional e na taxa de câmbio, ao final de cada período – seja por intervalos de tempo mais longos, de até 15 dias, ou diários.

O diretor de Refino e Gás Natural, Jorge Celestino, afirmou que a política de reajustes diários está mantida, mas que a medida a aperfeiçoa. “É uma sofisticação que torna a empresa mais competitiva. Aprendemos, estudamos e vimos que o uso dessa ferramenta de hedge traz os elementos que vão dar uma posição de competitividade para a companhia”, disse Celestino.

A estatal vinha adotando, desde 3 de julho do ano passado, reajustes quase diários no valor do combustível, com base no mercado internacional e no câmbio. Com isso, após a disparada do dólar, por conta da incerteza política doméstica e pela valorização da moeda norte-americana no mercado internacional, a gasolina atingiu preço recorde nas refinarias.

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