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Correio Braziliense

Com aval do próximo presidente, reforma da Previdência será votada em 2018

Segundo o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, o tema será um adianto para o presidente eleito


postado em 12/09/2018 18:16

Guardia alega que a reforma é fundamental para equilibrar as contas públicas(foto: José Cruz/Agência Brasil)
Guardia alega que a reforma é fundamental para equilibrar as contas públicas (foto: José Cruz/Agência Brasil)
Durante evento no Banco do Nordeste, em Fortaleza, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou que, caso o candidato ao Palácio do Planalto eleito concorde, a reforma da Previdência Social está de prontidão para ser aprovada ainda em 2018. De acordo com ele, o tema é fundamental para equilibrar as contas públicas e será um adianto para o próximo presidente. 

As declarações foram feitas na tarde desta quarta-feira (12/9) na cidade cearense. Segundo ele, independente do candidato ou partido, o governo atual está disposto a deixar o próximo presidente confortável com a reforma já realizada. “É uma postura de grandeza, que irão ajudar a gestão do próximo ano”, disse Guardia. “O que o presidente (Michel Temer) disse e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse é que, se o presidente eleito concordar que a reforma da Previdência é um projeto importante, nós estamos com a disposição de votar ainda nesse ano”, completou. 

O ministro da Fazenda ressaltou, porém, de que isso dependerá da concordância do próximo presidente. “A reforma está pronta para ser votada. Foi aprovada nas comissões e só falta o Plenário (da Câmara)”, ressaltou. O texto ainda precisa passar pelo Senado Federal. Como é uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), necessita de ser aprovada por dois terços dos parlamentares. 

Guardia enfatizou diversas vezes que é preciso realizar uma rearrumação nas contas, que preciso focar nas despesas. A estimativa do governo federal é de que o deficit fiscal do próximo ano seja de R$ 139 bilhões. “É uma meta conservadora, dado que a receita pode ter um comportamento melhor do que estamos estimulando”, pontuou. “Mas claro, toda situação de deficit não é desejável. Precisamos seguir firme na linha das reformas. É um processo longo pela frente e absolutamente necessário”, acrescentou.

Ele também ressaltou a importância da Emenda Constitucional nº 95, que estabeleceu o teto dos gastos. “É importante a manutenção do teto para realizar o ajuste. Não deve ser feito pelo aumento de impostos. A carga tributária é altíssima. O problema do déficit é o problema do crescimento das despesas”, disse Guardia. 

Eleições e mercados

Sobre as recentes volatilidades do dólar e do Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), Guardia ressaltou que não há nenhuma medida que deve ser tomada. “O governo vem acompanhando o comportamento do mercado diariamente como sempre fez. O que existe são movimentos internacionais que têm pressionado moedas de países emergentes, como também o Brasil. Não tem absolutamente nada do que nós tenhamos que fazer”, declarou. “O que nós sempre enfatizamos é que o Brasil precisa continuar em sua trajetória de reformas, porque elas que vão permitir a melhora do lado fiscal e permitir a possibilidade de o Brasil de enfrentar crises agora e no futuro”, completou. 

Além do cenário externo mais desfavorável, os ativos estão reagindo às recentes pesquisas de intenção de voto. Os investidores estão apreensivos com possíveis vitórias de candidatos considerados populistas, como Ciro Gomes (PDT) e Fernando Haddad (PT). Perguntado sobre qual candidato tem o melhor plano econômico de 2019 a 2022, Guardia apontou que “todos aqueles que estão comprometidos com as reformas”. 

“Eu tenho empatia com os planos que estão comprometidos com as reformas. Qualquer candidato que esteja comprometido com o redução de custo tributário, simplificação, redução de burocracia e disciplina fiscal, tem minha simpatia”, disse o ministro. Há pouco mais de seis meses, Henrique Meirelles, candidato pelo MDB, ocupava o cargo de Guardia no Ministério da Fazenda. 

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