Publicidade

Correio Braziliense

Gasolina sobe mais uma vez nas refinarias; preço ainda não aumentou no DF

Valor do combustível é o mais alto desde que estatal começou a divulgar variação no site. Nos postos do DF, entretanto, é possível encontrar o litro a R$ 4,54


postado em 13/09/2018 06:00

Gesiel Gomes diz que o custo da gasolina afeta sua rotina e orçamento (foto: Marilia Sena/Esp. CB/D.A Press )
Gesiel Gomes diz que o custo da gasolina afeta sua rotina e orçamento (foto: Marilia Sena/Esp. CB/D.A Press )


A Petrobras anunciou um novo aumento de 1,01% no valor do combustível. Dessa forma, a gasolina passa a custar R$ 2,2294 nas refinarias, ante ao R$ 2,2069 da semana anterior. O reajuste leva o combustível a uma nova máxima histórica, desde que a estatal começou a divulgar o preço médio diariamente no site, em 19 de fevereiro. Já o valor do diesel continua inalterado desde o fim de agosto, quando a estatal anunciou alta média de 13,03%.

O aumento, no entanto, ainda não chegou às bombas e o consumidor do Distrito Federal pode aproveitar enquanto a conta não chega. De acordo com o levantamento realizado pelo Correio, entre terça-feira e ontem, o valor da gasolina diminuiu cerca de 0,42%. O preço médio do combustível no DF é de R$ 4,66, mas é possível encontrar estabelecimentos vendendo o combustível a R$ 4,54.

Para o taxista Gesiel Gomes, 56 anos, as mudanças contínuas de preço são um “absurdo”. Com o gasto mensal em torno de R$ 1,2 mil com o combustível, ele afirma que o custo está afetando sua rotina e orçamento. “Eu gasto um tempo considerável fazendo rondas em busca de um local de venda mais barato. Isso me prejudica, já que perco o tempo que eu poderia estar trabalhando e gasto gasolina atrás de um estabelecimento mais em conta”, contou.

Segundo o economista sênior da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviço e Turismo (CNC) Fábio Bentes, a despesa com combustível chega a ter mais impacto na renda das famílias do que gastos com energia elétrica e plano de saúde. “Nós temos uma inflação geral em torno de 4,1%, no entanto, a do combustível chega a 9%. De 360 itens avaliados no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a gasolina tem um peso isolado de 4,6% no levantamento. É muita coisa”, informou.

E além de ter um peso importante na renda das famílias, a alta dos combustíveis também impacta o preço de uma série de produtos e serviços. “Com a greve dos caminhoneiros, conseguimos perceber que a maioria dos produtos são remanejados por transporte terrestre. Então, quando o combustível aumenta, o valor do frete também sobe, consequentemente o valor do produto vai aumentar”, afirmou.

Luciano Nakabashi, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto, destaca que fatores externos também influenciam o valor do combustível no país. Ele explicou que o preço da gasolina é definido por dois fatores internacionais: o valor do barril de petróleo e a cotação cambial. “O real está muito desvalorizado e o barril de petróleo tem aumentado bastante nos últimos meses”, explicou.

Segundo o educador financeiro Reinaldo Domingos existem algumas alternativas para o consumidor que deseja gastar menos com o combustível. De acordo com ele, é preciso fazer uma análise e identificar opções mais econômicas, como caminhadas, uso alternado do veículo e até mesmo caronas familiares. “É preciso colocar na ponta do lápis o quanto o uso do carro vai impactar no consumo da família e procurar meios de tornar a conta mais barata no fim do mês”, destacou.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade