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Correio Braziliense

Distrito Federal está em terceiro no ranking nacional das franquias

Em Brasília, especificamente, o número de unidades de franquias subiu de 2.123, em 2017, para 2.294, neste ano, com aumento de 8%


postado em 19/10/2018 06:00

"A franquia dá acesso aos consumidores às grandes marcas", vice-presidente da ABF, André Friedheim (foto: Reprodução/ABF)

Comandatuba (BA) — As franquias ganharam força no primeiro semestre de 2018. Em um ano turbulento, o segmento conseguiu reagir e faturar mais de R$ 79 bilhões — alta de 6,8% em relação a 2017. No período, Brasília se consolidou como a principal porta de entrada do setor no Centro-Oeste, figurando como a terceira cidade com maior número de unidades no Brasil, com um dos mais expressivos potenciais de consumo. Para especialistas, a estabilidade do funcionalismo público é um dos fatores que torna a capital lugar apropriado para empreender.

Segundo dados divulgados nessa quinta-feira (18/10) pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), cresceram o número de filiais e a quantidade de marcas tanto na região quanto no Distrito Federal. Em Brasília, especificamente, o número de unidades de franquias subiu de 2.123, em 2017, para 2.294, neste ano, com aumento de 8%. À frente da capital federal, vêm São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente que, mesmo com variações mais tímidas, de 4% e 5%, agregam, juntos, quase sete vezes mais unidades (17.612).

Para o vice-presidente da ABF, André Friedheim, apostar na abertura de uma franquia é mais seguro e eficaz do que investir isoladamente em uma empresa própria. “A franquia dá acesso aos consumidores às grandes marcas. Estamos passando por um processo de profissionalização dos serviços e do varejo, o que garante mais estabilidade e reconhecimento”, explicou. Agora, segundo ele, o foco dos franqueadores é chegar às cidades do interior para, assim, alcançar novos consumidores.

 

Faturamento

Jorge Mariano, gerente de expansão da Halitar, holding que também controla empresas no Distrito Federal, afirma que houve crescimento de faturamento nas lojas e que há intenção de aumentar a rede nos próximos anos. “Existe otimismo. Apesar dos custos operacionais terem subido, nosso faturamento cresceu. Queremos abrir mais unidades”, disse. Ele reclama, entretanto, das dificuldades. “Temos uma rede com bons franqueados, mas é difícil achar operadores eficientes. Além disso, a questão tributária na região é um impasse, mas as lojas performam bem”, acrescentou.

O repórter viajou a convite da ABF

 


*Estagiário sob supervisão de Rozane Oliveira

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