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Correio Braziliense

Reciclagem animal pode evitar a emissão de 1,2 tonelada de gás carbônico

Prática consiste no uso da carcaça e de outras partes dos animais de corte para a fabricação de produtos como ração e produtos de limpeza


postado em 22/11/2018 20:06 / atualizado em 28/11/2018 14:53

Criação de gado em Sobradinho: Brasil tem cerca de 218 milhões de cabeças (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
Criação de gado em Sobradinho: Brasil tem cerca de 218 milhões de cabeças (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

Muita gente não sabe, mas os produtores de carne também têm se preocupado em tornar o setor mais sustentável em todo o mundo. E uma das formas de reduzir o impacto desse setor sobre o meio ambiente é a reciclagem animal, que consiste em utilizar, após o abate do animal, todas as partes de seu organismo na produção dos mais variados produtos.

Não adequados ao consumo humano, ossos, penas, vísceras e sangue podem ser transformados em farinha, óleo, gordura, gelatina e uma série de outros produtos que podem alimentar animais não ruminantes — aves, suínos, peixes, crustáceos e animais domésticos. Já a gordura e o sebo se transformam em produtos de higiene, de limpeza, cosméticos e até biodiesel. 

Além de movimentar ainda mais a economia, a atividade reduz a emissão de gases causadores do efeito estufa. Segundo a Associação Brasileira de Reciclagem Animal (Abra), a decomposição da carcaça de um boi, por exemplo, libera, em média, 1,2 tonelada de carbono equivalente.

Dessa forma, ao serem enviadas para a transformação, as partes não utilizadas para consumo humano de todos os animais abatidos no país (aves, suínos, bovinos, peixes, etc), que totalizam aproximadamente 12,4 milhões de toneladas ao ano, representariam uma redução teórica de 46 milhões de toneladas de gases causadores do efeito estufa.

 
Exportações 

Atualmente, o setor da reciclagem animal no Brasil conta com 334 indústrias e é responsável por 55 mil empregos diretos no país, contribuindo com quase R$ 8 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB), segundo a Abra. Os produtos gerados são vendidos não só no mercado interno, mas exportados para Estados Unidos, Chile, Alemanha, Itália, Vietnã, Bangladesh, Argentina, Moçambique, África do Sul e Hong Kong, entre outros lugares. Hoje, o país é o 12º maior exportador de farinhas e gorduras de origem animal.

* Estagiária sob supervisão de Humberto Rezende

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