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Correio Braziliense

Compras de Natal devem ser feitas com cuidado para não estourar orçamento

Além disso, é preciso lembrar que 2019 já começa com compromissos com matrículas e material escolar


postado em 03/12/2018 06:00

Consumidores precisam estar conscientes de que não podem exagerar nas despesas com presentes e com festas, alertam especialistas (foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)
Consumidores precisam estar conscientes de que não podem exagerar nas despesas com presentes e com festas, alertam especialistas (foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)


O ano passa, mas as contas ficam. A virada de dezembro para janeiro acumula muitos gastos com as festas de fim de ano que se somam às despesas previstas para janeiro, como matrícula dos filhos na escola. Por isso, alertam especialistas, é preciso se planejar para essa época e evitar o endividamento, que pode prejudicar o orçamento no início do ano novo.

Grande problema desta época são os gastos que, embora possam ser previstos, não recebem a atenção das pessoas. O custo dos presentes e das comemorações precisa ser colocado dentro da estimativa de despesas para dezembro, assim como a compra de material escolar e o pagamento de impostos, como IPTU e IPVA, em janeiro.

Segundo a sócia e gerente comercial da Ativa Investimentos, da área de consultoria financeira, Rebeca Nevares, a primeira preocupação para evitar problemas financeiros é fazer uma lista de despesas. “Tem festas da família, festa da firma, Natal. É preciso se lembrar de tudo”, explica.

Definido o que se pretende comprar, o passo seguinte é buscar meios de gastar menos. “Procure fazer escolhas inteligentes. Tem um monte de cupom para presente, e tudo mais. Ao participar de um amigo-oculto, estabeleça um limite de preço para o presente que você vai dar”, orienta.

Rebeca também recomenda que não se use todo o valor do 13º salário em compras, mas investir boa parte dele em uma aplicação financeira, visando guardar recursos para imprevistos ou para comprar, futuramente, algum bem de maior valor. Rever algumas contas mensais básicas, como a de celular, também pode ser uma boa forma de acumular dinheiro para alcançar objetivos futuros, como uma viagem. “As pessoas podem parar de comer fora por um tempo e juntar esse dinheiro. Em um intervalo de tempo mais longo, isso faz a diferença e evita o acúmulo de dívidas”, afirma.

A pedagoga Rafaela Calixto, de 34 anos, decidiu colocar um ponto final nas dívidas que contraiu tomando empréstimos consignados. “Comecei a me planejar para acabar com isso”, conta. Segundo Rafaela, o planejamento passou também a ajudá-la a cumprir objetivos pessoais e a orientar o relacionamento com as crianças. “Eu e meu marido temos dois filhos. Eu explico para a mais nova, de seis anos, que, às vezes, o Papai Noel tem que comprar muitos presentes e nem sempre consegue pagar pelo presente que ela quer. Aí, mostro para ela um semelhante, que é mais barato”, diz.

O militar Davi Fernandes, de 30 anos, também optou por planejar as despesas deste fim de ano. “Faz uma grande diferença. Vou viajar apenas para casa de familiares, porque o gasto é menor”, diz. Ele também planeja utilizar o 13º salário para pagar o seguro do carro, IPTU e a matrícula do filho na escola. “Vou começar o ano novo sem dívidas. Assim, fico mais tranquilo”, explica.

*Estagiário sob supervisão de Odail Figueiredo

“Eu explico para minha filha mais nova que, às vezes, o Papai Noel tem que comprar muitos presentes e nem sempre consegue pagar pelo que ela quer. Aí, mostro para ela um semelhante, mais barato” 
Rafaela Calixto, pedagoga
 
 

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