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Correio Braziliense

Guedes quer simplificação, redução e eliminação de impostos

Segundo o ministro, o patamar ideal de carga tributária é de 20%


postado em 02/01/2019 18:19

(foto: Sérgio Lima/AFP)
(foto: Sérgio Lima/AFP)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse, durante evento de transmissão de cargo no Instituto Serzedello Correa, em Brasília, que vai buscar a simplificação, redução e eliminação de impostos. Também ressaltou que vai realizar uma reforma administrativa, reduzindo o número de cargos para dar mais eficiência à máquina pública.

Durante o discurso, Guedes afirmou que não faltará medidas para melhorar a economia do Brasil durante o próximo governo. “(Vamos) juntar tudo num imposto único federal”, afirmou o ministro, lembrando que o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, cuidará do tema. “A Constituição disse que temos que descentralizar os recursos para estados e municípios, de forma que o Brasil reassumisse a sua característica de república federativa. “O Brasil é uma pirâmide de cabeça para baixo. Os recursos tem que descer. O dinheiro tem que ir onde o povo tá”, completou. 

O tema está na lista de medidas prioritárias do governo, atrás apenas da reforma da Previdência e das privatizações. Guedes disse que o patamar ideal de carga tributária é de 20%, bem abaixo dos cerca de 33% que são realidade atualmente. “Acima disso (20%), é o quinto dos infernos. Tiradentes morreu por isso”, alegou. Segundo Guedes, Marcos Cintra também ficará encarregado de “acabar com o Refis”, que é o programa especial de regularização tributária de empresas que estão endividadas com o fisco. 

Além da reforma da Previdência, Guedes disse que o segundo pilar estão as “privatizações acelerada” e a melhoria do ambiente de negócios. O ministro garantiu que não haverá abertura brusca da economia para o mercado internacional. “Se essa reforma não é aprovada, tem que ir desacelerando a simplificação tributária e desacelerar a abertura da economia. Nós queremos implementar isso numa velocidade que prejudique as nossas empresas”, afirmou.

Novos ares
 
Sobre a reforma administrativa, Guedes apontou que há 390 diferentes cargos no setor público. “É um absurdo isso”, disse. “Haverá 30% de cortes só nas redondezas de onde eu frequento, que é o Ministério da Fazenda e do Planejamento. Segundo o ministro, tem gente que tentou barrar a fusão dos ministérios para deixar o “boi na sombra”, ou seja, garantir privilégios e subsídios. “Nós vamos buscar o boi na sombra. O que nós podemos fazer para o Brasil? Não adianta tentar preservar um feudo usado para tentar comprar influencia parlamentar e gastos publicitários. Nós vamos buscar esse dinheiro, porque está faltando para a saúde, educação, bolsa família”, disse, aplaudido. 

Também apontou que quer desestatizar o mercado de crédito. Sobre a Caixa Econômica Federal, disse que o novo presidente Pedro Guimarães, focará em financiamentos aos micro e pequenos empresários. “Nós vamos desestatizar o mercado de crédito. Se houver crédito que seja para o micro e pequenas empresas, tudo bem, mas mesmo assim será que precisa do banco público para isso?”, indagou. 

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