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Correio Braziliense

"Se errarmos, vocês sabem quem poderá voltar", diz Bolsonaro sobre economia

O presidente destacou que, em busca de fortalecer a capacidade de seu governo, deu total autonomia para ministros e presidentes dos bancos públicos escolherem equipes


postado em 07/01/2019 12:10 / atualizado em 07/01/2019 13:05

Joaquim Levy, Bolsonaro e Paulo Guedes durante cerimônia de posse dos presidentes de bancos públicos(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
Joaquim Levy, Bolsonaro e Paulo Guedes durante cerimônia de posse dos presidentes de bancos públicos (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
 
O presidente da República, Jair Bolsonaro, reconheceu que não pode errar na área econômica nessa busca para uma saída da crise econômica.  “Começamos a viver dias melhores. Não podemos errar. Se errarmos os senhores sabem quem poderá voltar”, disse Bolsonaro, nesta segunda-feira (7/1) durante a cerimônia de posse dos presidentes de bancos públicos em cerimônia no Palácio do Planalto.

Após as informações desencontradas na semana passada, o presidente resolveu fazer um discurso em tom apaziguador, reafirmando as declarações da campanha de que quem entende de economia é novo ministro Paulo Guedes, a quem chamou de senhor devido à formação militar. “Nasceu uma amizade, e o desconhecimento meu e dos senhores em muitas áreas e a aceitação disso, é um sinal de humildade. Conheço mais de política do que Guedes, e ele conhece muito mais de economia do que eu”, declarou Bolsonaro.

O presidente destacou que, em busca de fortalecer a capacidade de seu governo, deu total autonomia para ministros e presidentes dos bancos públicos escolherem respectivos integrantes da equipe. “O ministro Guedes e os demais ministros do meu governo tiveram a liberdade de escolher o primeiro escalão, sem a interferência política”, garantiu ele, sendo aplaudido pela plateia no Salão Nobre do Planalto. Ele mencionou que a posse estava bastante concorrida porque estavam sendo empossados os "donos do dinheiro". "O evento está concorrido porque são homens do dinheiro, mas do dinheiro do bem", afirmou.

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O presidente ainda anunciou que pretende rever os contratos com organizações não governamentais (ONGs) e distribuir igualmente os recursos publicitários do governo federal. "Nenhum órgão de imprensa vai ter mais verba que outro. Queremos que sejam mais fortes e isentos. A imprensa é livre e a garantia da nossa democracia", afirmou Bolsonaro. "Os recursos que serão liberados para ONGs sofrerão um rígido controle para que os recursos públicos sejam aplicados" .  O chefe do Executivo também afirmou que pretende rever os bônus de veiculação, uma espécie de comissão das agência de publicidade.

Bolsonaro fez o pronunciamento durante a posse dos presidentes dos bancos públicos. No Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), assumiu o economista Joaquim Levy, ex-ministro da Fazenda de Dilma Rousseff. No Banco do Brasil, tomou posse Rubem Novaes, e, na Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães. 

O presidente contou que, pela primeira vez, apertou a mão de Levy e aproveitou para perguntar a ele se o Brasil daria certo. E ele ouviu o seguinte: "Se não fosse dar certo, não estaria aqui". "Estou aqui porque acredito que os senhores estão aqui porque acreditam no Brasil", completou Bolsonaro.

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