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Correio Braziliense

Presidente do BB não descarta privatização e desestatização de subsidiárias

O economista Rubem Novaes avisa que mandato dele é para dar mais rentabilidade aos acionistas do banco durante cerimônia de transmissão de cargo


postado em 07/01/2019 15:51

(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

O novo presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, não descartou privatização ou desestatização de subsidiárias do banco. Em seu discurso durante a cerimônia de transmissão de cargo na tarde desta segunda-feira (07/01), na sede do BB, Rubem Novaes, reforçou a necessidade do fortalecimento das instituições e destacou que seu foco será em melhorar a rentabilidade do banco aos acionistas.

Novaes admitiu que, durante sua gestão que começa agora, ele pretende se desfazer de ativos e subsidiárias que não estiverem relacionados à atividade do banco.  “O mandato que recebo é compatível com os interesses dos acionistas minoritários”, afirmou ele para a plateia de empresários, banqueiros, incluindo o vice-presidente Hamilton Mourão, e a ministra da Agricultura, Tereza Cristina.  

O novo presidente do BB se autoafirmando um liberal, que não pretende perseguir funcionários por posições ideológicas, “desde que tenham trabalhado e agido corretamente”, caso contrário, “sofrerão os rigores da lei”. “O mandado que é me passado é de rígida autoridade e maximização do valor dos ativos. Aqueles que não guardam sinergia com o banco, nesse caso, serão considerados desinvestimentos”, garantiu, avisando que sairá em busca de abertura de capital e de parceiros complementares.  

Novaes ainda elogiou a equipe técnica do BB. “Assumo confiante de que tenho uma equipe altamente qualificada para competir em um ambiente de constantes transformações”, disse ele, em tom animado. “A concorrência que se cuide”, avisou.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, mais descontraído do que na posse dos presidentes dos bancos públicos no Palácio do Planalto, ocorrida na manhã de hoje, e aproveitou a cerimônia para elogiar o presidente Jair Bolsonaro. “O presidente é um democrata íntegro e sincero. Aqui posso falar mais porque não quero fazer puxa-saquismo. Ele tem qualidade não tem medo de encarar os desafios”, afirmou. “O presidente pensa nas futuras gerações e não nas próximas eleições”, afirmou ele, ao reafirmar que teve autonomia para indicar os nomes dos presidentes dos bancos públicos que tomaram posse hoje. Além de Novaes no BB, o economista Joaquim Levy, assumiu a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e, na Caixa Econômica Federal, tomou posse o economista Pedro Guimarães.

Contrariando o presidente Bolsonaro, que afirmou que ele não pode errar, porque senão os petistas voltam, Guedes tentou contemporizar o radicalismo das declarações do presidente. “Nosso time pode errar, mas me tentei cercar com pessoas que conhecem bem os fundamentos, com vasta experiência. Antes, cada grupo pegava um pedaço do governo e, agora, nosso grupo está preocupado com o que cada um pode dar ao Brasil”, comparou. E, nesse sentido, em busca do bom desempenho, ele explicou porque colocou “forasteiros”, mas também manteve muitos técnicos não apenas no BB.  “Vamos colocar um que inove, mas não a ponto de quebrar o banco e, por isso, temos um freio para preservar o que está dando certo”, afirmou.

Sem nominatas
  
Tanto Guedes quanto Novaes foram mais informais nessa segunda cerimônia do dia e evitaram a nominata durante os seus discursos. Contudo, o Hino Nacional foi executado completamente e não pela metade como no evento do Palácio do Planalto. Novais ainda brincou e disse que ia citar um texto de José de Alencar sobre o vestido das mulheres, mas foi censurado pelas “feministas da família”, momento em que tirou risos da plateia.

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