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Correio Braziliense

Carlos da Costa: não discutiremos subsídio, proteção e mais gastos públicos

Segundo o secretário, o estado deve interferir menos na economia, dando possibilidade para que o setor produtivo se desenvolva de forma mais próspera


postado em 08/01/2019 16:53

(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)

O secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos Alexandre da Costa, disse que sua gestão vai ser embasada no diálogo com o setor produtivo para aumentar o desenvolvimento econômico do país. Segundo ele, apenas três pontos não serão discutidos durante as reuniões com empresários: subsídios, proteções e mais gastos públicos. As declarações foram dadas na tarde desta terça-feira (8/1) durante cerimônia dos “inícios dos trabalhos”, que ocorreu no auditório Vladimir Murtinho, no Palácio do Itamaraty. 

Carlos da Costa entende que o estado tem que ser menor e interferir menos na economia, possibilitando que o setor produtivo se desenvolva de forma mais próspera. Ele apresentou os subsecretários que o ajudarão na tarefa de desregulamentar a economia, além de realizar políticas públicas para ampliar a produtividade e competitividade.

"Nesse momento nós vamos focar nas medidas que não envolvam subsídios, nem proteção, nem mais gastos públicos. Há muita coisa para fazer sem que essas medidas compensatórias sejam utilizadas", afirmou o secretário. "Tem que ser falado é: destravar, desobstruir. Nós temos extraordinários empresários, empresas capacitadas para concorrerem. O que nós precisamos é deixar elas produzirem. Tirar o peso das regulações excessivas, da insegurança jurídica para que elas consigam ter horizonte e planejamento para investirem e serem prósperas", completou. 

Segundo Costa, todos os programas serão revistos, obedecendo a segurança jurídica e o gradualismo. "Todo liberal é evolucionoário, não revolucionário", disse."Tudo aquilo que nós eventualmente decidimos mudar, vai ser eventualmente gradual", completou. 

Nova visão econômica

O secretário disse ainda que não há uma meta oficial para a criação de empregos, mas trabalham com a possibilidade de geração de 10 milhões de postos de trabalho, assim como foi dito durante a campanha presidencial de Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto. 

Durante o discurso, Carlos da Costa alegou que trabalhará para o aumento da produtividade e competitividade, que fomentarão o aumento do emprego. Ele apontou que é preciso que as empresas sejam "livres das amarras e das bolas de ferro que ainda limitam o crescimento. 

Costa afirmou que a desobustrução passará pela redução de "uma série de dificuldades" criadas por leis e instrumentos infralegais. Ou seja, parte dessa agenda terá que passar pelo Congresso Nacional. 

Além de Carlos da Costa, a secretaria contará com Igor Calvet (secretário adjunto), o engenheiro mecânico Diogo Mac Cord (secretário de Desenvolvimento de Infraestrutura), e os economistas Fernando de Holanda Barbosa Filho (secretário de Políticas Públicas para o Emprego), Caio Megale (secretário de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação) e César Mattos (secretário de Advocacia da Concorrência e Competitividade). 

Perfil

Carlos Alexandre da Costa é formado em economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UERJ), com mestrado e Ph.D na área pela University of California, em Los Angeles. Foi diretor de Planejamento, Crédito e Tecnologia do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Também presidiu o Instituto de Performance e Liderança, além de ser executivo da JP Morgan e do Ibmec Educacional. 

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