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Correio Braziliense

Bolsonaro confirma a demissão de Alex Carreiro da presidência da Apex

Alex Carreiro havia se recusado a deixar o cargo por ter sido demitido pelo chanceler Ernesto Araújo e não por Bolsonaro, quem, de fato, o convidou para a empreitada


postado em 10/01/2019 19:45 / atualizado em 10/01/2019 22:48

(foto: Reprodução/Facebook)
(foto: Reprodução/Facebook)
 
Chegou ao fim o desencontro de informações dentro do governo federal quanto à demissão de Alex Carreiro da presidência da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex). A confirmação do afastamento do executivo foi dada na tarde desta quinta-feira, pelo próprio presidente da República, Jair Bolsonaro, após uma breve reunião com ele.

A informação de que Carreiro havia sido desligado da função foi divulgada nessa quarta-feira (9/1), pelo ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Apesar disso, Alex compareceu normalmente para trabalhar nesta quinta-feira, e disse que só deixaria de exercer a função se avisado da decisão pelo próprio chefe do Executivo, o que aconteceu no final desta tarde.
 
 
 
O futuro presidente do órgão também já foi escolhido. Quem assume é o embaixador Mário Vilalva, referendado pelo chefe do Itamaraty de Bolsonaro. O anúncio foi feito por Araújo em sua conta pessoal no Twitter. O ministro afirmou que Vilalva tem "ampla experiência em promoção de exportações". Diplomata de carreira, Vilalva foi embaixador brasileiro em Santigo (Chile) por quatro anos. Em 2010 foi nomeado para a Embaixada do Brasil em Lisboa (Portugal).
 
Também nas redes sociais, Bolsonaro, já à noite, publicou uma foto onde aparece entre Ernesto e Vilalva, dizendo que se reunira com ambos nesta quinta-feira. 
 
 
 
Como adiantou o Blog do Vicente, editor executivo do Correio, o pivô de toda confusão foi uma briga entre Carreiro e uma das diretoras da Apex, Letícia Catelani. Ela foi indicada para a agência pelo deputado federal reeleito, Eduardo Bolsonaro. 
 
Letícia ocupou um cargo de direção do PSL em São Paulo, mas perdeu o posto depois de um confronto com o então presidente do partido, Gustavo Bebbiano, hoje ministro de Bolsonaro. A diretora da Apex, dizem parlamentares do PSL, tem temperamento explosivo e só chegou à Apex por ser amiga do filho do presidente Bolsonaro. E Carreiro, acrescentam funcionários do Itamaraty, não tem currículo para ocupar um cargo tão importante. Sequer fala inglês fluentemente, como exige a função.

O ministro das Relações exteriores nomeou dois diretores para a Apex, Letícia, que substituiu Márcia Nejaim, mulher do secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, e Márcio Coimbra.

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