Economia

Carga de energia cresce 2,3% em dezembro em relação ao mesmo mês de 2017

A principal razão para a alta observada em dezembro está na ocorrência de temperaturas mais elevadas observadas nos subsistemas Sul e Sudeste/Centro-Oeste, em relação ao verificado em igual período de 2017, o que resultou no aumento do consumo relacionado à refrigeração

Agência Estado
postado em 11/01/2019 15:38

A principal razão para a alta observada em dezembro está na ocorrência de temperaturas mais elevadas observadas nos subsistemas Sul e Sudeste/Centro-Oeste, em relação ao verificado em igual período de 2017, o que resultou no aumento do consumo relacionado à refrigeração

A carga de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) alcançou os 68.181 MW médios em dezembro, o que corresponde a um aumento de 2,3% em relação ao verificado no mesmo mês de 2017 e de 0,8% frente a novembro, segundo informações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Com esse desempenho, o SIN encerra 2018 com um crescimento de 1,5% em relação ao ano anterior.

Segundo o ONS, a principal razão para a alta observada em dezembro, na comparação anual, está na ocorrência de temperaturas mais elevadas observadas nos subsistemas Sul e Sudeste/Centro-Oeste, em relação ao verificado em igual período de 2017, o que resultou no aumento do consumo relacionado à refrigeração. Esse comportamento compensou o efeito do menor número de dias úteis (efeito calendário) observado no mês passado.

Do ponto de vista da atividade econômica, o ONS destacou o ritmo lento da produção industrial e citou que a utilização da capacidade instalada está em 74,6%, no menor nível desde outubro de 2017, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). "O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getúlio Vargas avançou 0,5 ponto em novembro de 2018, passando de 94,3 para 94,8 pontos. Mesmo após a segunda alta consecutiva, a confiança do setor industrial segue abaixo dos níveis alcançados no primeiro semestre do ano e sinaliza ainda um ritmo lento das atividades no mês de dezembro/18", acrescentou o ONS, em seu boletim de carga mensal divulgado nesta sexta-feira.

Dentre os subsistemas, a maior alta mensal foi observada no Sudeste/Centro-Oeste, de 4,2% ante dezembro de 2017 e 2,6% em relação a novembro. "Apesar do menor número de dias úteis, a ocorrência de temperaturas elevadas, superiores às verificadas no ano anterior, explica o resultado da carga", salientou o ONS. No acumulado em 12 meses, o crescimento da carga no subsistema foi de 1,8%.

A carga verificada no subsistema Sul teve variação positiva de 1,6% em dezembro, na comparação anual, e de 1,3% frente a novembro, também influenciada pelas temperaturas mais elevadas. No consolidado de 2018, o aumento foi de 1,8% frente a 2017.

No Nordeste, a carga cresceu apenas 0,2% em dezembro, na comparação com igual mês de 2017, e recuou 3,5% em relação a novembro. Diferente do Centro-Sul, a região observou temperaturas abaixo da média no interior dos Estados, provocadas pela ocorrência de precipitação, bem como as temperaturas dentro da média nas capitais. No acumulado de 2018, o subsistema apresentou uma variação positiva de 2,1%.

O subsistema Norte, por sua vez, apresentou uma variação negativa na carga em dezembro: queda de 4,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior e de 4,4% frente a novembro. "Essa variação negativa pode ser explicada, principalmente, pela redução da carga de um Consumidor Livre da Rede Básica que vem se mantendo desta forma desde meados de abril de 2018", disse o ONS. Conforme o operador, a carga dos consumidores industriais eletrointensivos do subsistema Norte conectados à Rede Básica, que passou por expressiva contração ao longo dos últimos anos, mantém-se em patamar bastante reduzido desde meados do ano de 2014. No acumulado dos últimos 12 meses, o Norte apresentou uma variação negativa de 2,3% em relação a 2017.

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação