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Correio Braziliense

Com reformas, Brasil poderá crescer 4% ao ano, afirma Carlos da Costa

Secretário de Produtividade, Competitividade e Emprego do Ministério da Economia, Carlos da Costa participou de seminário realizado pelo Correio nesta terça-feira


postado em 05/02/2019 15:28 / atualizado em 05/02/2019 16:32

(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
O secretário de Produtividade, Competitividade e Emprego do Ministério da Economia, Carlos Alexandre da Costa, afirmou, na tarde desta terça-feira (5/2), que o governo federal tem trabalhado dia e noite, e de forma articulada, para fazer "uma reforma justa e impactante" nas contas públicas. Segundo ele, com as medidas necessárias, incluindo a reforma da Previdência, o país tem condições de crescer 4% por ano a partir de 2020. 
 
Ver galeria . 37 Fotos Correio Debate:
Correio Debate: "Desafios da Economia em 2019" (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press )
 

A afirmação foi feita nesta terça-feira (5/2), durante o Correio Debate: Desafios da Economia em 2019, evento realizado pelo Correio Braziiense e que reuniu autoridades públicas e especialistas para discutir os rumos do crescimento do país neste ano (assista à fala de Costa no vídeo abaixo). 

De acordo com o secretário, o governo está trabalhando intensamente nos últimos meses para anunciar em breve medidas concretas que favoreçam a retomada do crescimento, do emprego e da renda. Costa ressaltou que o Brasil está há muitos anos numa grave crise, impulsionada principalmente pelo desarranjo das contas públicas.

Ele argumenta que a carga tributária aumentou nos últimos anos, o que significa, segundo ele, "redução de dinheiro no caixa das empresas e do brasileiro em geral". O Brasil tomou essas medidas para compensar o aumento dos gastos públicos. "(O aumento de receita nos últimos anos) Não foi decorrente de medidas que tornaram o estado mais eficiente. Foi com o sacrifício do setor privado e com custos altos sobre a capacidade de gerar emprego e renda", destacou o secretário. 

Além disso, Costa avalia que o país sofreu com juros e inflação altos, dado o grande grau de desequilíbrio fiscal. O secretário argumentou que todas as vezes em que o Brasil reduziu os juros, a inflação subiu, e coube ao Banco Central elevar novamente os patamares das taxas quando isso ocorreu. "É como um cachorro correndo atrás do rabo. Graças ao desequilíbrio fiscal", disse.

Equilíbrio sem aumento de impostos

Com o governo inchado e altos custos para as empresas, o Brasil acompanhou a produtividade cair desde 1980. Na época, o país tinha 40% da produtividade dos Estados Unidos. Atualmente, está em 23%. Houve uma grande piora e, segundo Costa, o país só voltará para os mesmos patamares em 2029 ou 2030.

"Por isso, desenhamos o plano de governo com prioridades claras. A primeira é reverter de maneira drástica o desequilíbrio fiscal", ressaltou, acrescentando que isso não ocorrerá com aumento de impostos. "Já dissemos isso várias vezes. É uma diferença muito grande o que nós estamos fazendo. A saída não é aumentar impostos e o peso para quem produz. Não temos que dar conforto para o governo e desconforto para o setor produtivo. Nós temos que fazer o contrário."

Reforma da Previdência "justa"

A primeira medida é a reforma da Previdência. “Nós estamos trabalhando dia e noite, de forma articulada, para trazer uma reforma justa e impactante", disse Costa. Na segunda-feira (4/2), tornou-se pública uma minuta da proposta do governo, que estabelece uma idade mínima de 65 anos para a aposentadoria de homens e mulheres, além de pagamentos de R$ 750 para pessoas de baixa renda com mais de 65 anos. 

O governo também pretende fazer um programa de privatizações. "O ministro (Paulo) Guedes já falou várias vezes que nós gastamos um plano Marshall (iniciativa dos Estados Unidos para a reconstrução dos países aliados da Europa nos anos seguintes à Segunda Guerra Mundial) por ano para pagar os juros da dívida. A única maneira concreta de reverter isso é reduzindo a dívida e aumentando a credibilidade”, ressaltou Costa. 

O secretário alegou ainda que a reforma da Previdência e as privatizações não serão feitas para pagar gastos correntes e, sim, para gerar uma grande mudança "patrimonial" para interromper o ciclo de descontrole que faz com que o endividamento do governo cresça.

Após a palestra, Costa disse que o governo está confiante na aprovação das medidas no Congresso Nacional. "O Congresso está fortalecido, vários deputados chegaram ao primeiro mandato com muita energia, muito alinhados com a população, que está próxima por meio de redes sociais e imprensa. E isso faz com que o alinhamento de visão de uma sociedade que quer um país mais liberal, mais próspero, se reflita no Congresso."

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