O Brasil é um país muito fechado comercialmente e o atual governo pretende promover “uma abertura responsável nos próximos quatro anos”. Foi o que garantiu o secretário de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, no painel A Importância do Comércio Internacional, realizado nesta terça-feira (5/02) durante o Correio Debate: "Desafios da Economia em 2019".
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Índice revela que inflação teve alta de 0,61% em janeiro aos mais pobresInvestimento voltará se houver mais previsibilidade, diz presidente da Cbic'Governo deve investir na manutenção da infraestrutura', diz Claudio Porto5/2 - Correio Debate: "Desafios da Economia em 2019"Abertura comercial será gradual e com aumento de competitividade, diz secretárioApex vai aumentar sua presença no exterior, diz diretorEnquanto isso, comparou Troyjo, outros países permaneceram “ensimesmados” com pequena parcela de comércio exterior, exportando e importando pouco. “No Brasil, se excluirmos os famosos ciclos da monocultura da exportação (café e cana), raramente veremos um momento em que o país tenha mais de 30% do PIB representado pelo comércio exterior”, ressaltou o secretário.
Segundo ele, a fatia que o Brasil ocupa em todo o comércio internacional também é pequena, oscila entre 1% e 1,3% entre tudo o que se compra e vende no mundo. “O Brasil é um país fechado e precisamos nos abrir. Mas o sucesso não é só pela abertura comercial. Precisa vir acompanhada de outras medidas”, assinalou.
Troyjo afirmou que é preciso considerar três compartimentos: conjuntura, estrutura e abertura. “Atualmente, as circunstâncias apontam para a disputa comercial entre as duas potências China e Estados Unidos. Há quem diga que existe uma guerra fria entre os dois, mas o fato é que existe um alto grau de interdependências entre as duas nações”, disse.
O secretário destacou que o Brasil precisa retomar o foco nas relações com os EUA. “Na nossa conjuntura, não podemos deixar de levar em consideração nossas relações comerciais com os EUA”, reiterou. Mas mercados como o Sudeste Asiático e o Mercosul também não podem ser ignorados.
“O que precisamos fazer é nos estruturarmos para essa competição. Nossa agenda é de correção de equívocos do passado, que passa pelas reformas. Precisamos ter a capacidade de responder, qual nossa política comercial”, afirmou. A formulação da coordenação interna, destacou o secretário, reside em definir o interesse nacional e melhorar o nosso sistema multiagências.”
Sobre a abertura, Troyjo destacou que o país está fechado por barreiras tarifárias, regras e burocracia. “Vamos abrir o país nos próximos quatro anos. Seja pela frente negociadora ou tarifária, pela simplificação dos processos e pela queda de impostos, ou ainda pela exposição de setores brasileiros, a economia vai se abrir. Será muito mais integrada. Mas não vamos fazer isso de forma irresponsável e sim com sintonia e sincronia”, garantiu.
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