Economia

'Vamos promover a abertura comercial do Brasil', diz Marcos Troyjo

Secretário de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia garante que governo vai abrir frentes negociadoras e tarifárias, além de simplificar processos e reduzir impostos

Simone Kafruni
postado em 05/02/2019 18:07
 -  (foto: Minervino Júnior/CB/D.A Press)
- (foto: Minervino Júnior/CB/D.A Press)
Marcos Troyjo participou do seminário Correio Debate: 'Desafios da Economia em 2019'
O Brasil é um país muito fechado comercialmente e o atual governo pretende promover ;uma abertura responsável nos próximos quatro anos;. Foi o que garantiu o secretário de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, no painel A Importância do Comércio Internacional, realizado nesta terça-feira (5/02) durante o Correio Debate: "Desafios da Economia em 2019".
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[SAIBAMAIS]Troyjo fez um breve relato histórico para analisar os vários milagres econômicos observados no mundo nos últimos 70 anos. Segundo ele, os países que conseguiram mudar de patamar nesse período -- Alemanha, Japão, Chile, CHina, Espanha, Cingapura e Coreia do Sul -- conquistaram essa evolução com base nas relações internacionais. ;Essas nações tiveram uma significativa parcela do seu PIB (Produto Interno Bruto) representada pela soma de exportações e importações. Esses países usaram o comércio exterior como trampolim;, destacou.

Enquanto isso, comparou Troyjo, outros países permaneceram ;ensimesmados; com pequena parcela de comércio exterior, exportando e importando pouco. ;No Brasil, se excluirmos os famosos ciclos da monocultura da exportação (café e cana), raramente veremos um momento em que o país tenha mais de 30% do PIB representado pelo comércio exterior;, ressaltou o secretário.

Segundo ele, a fatia que o Brasil ocupa em todo o comércio internacional também é pequena, oscila entre 1% e 1,3% entre tudo o que se compra e vende no mundo. ;O Brasil é um país fechado e precisamos nos abrir. Mas o sucesso não é só pela abertura comercial. Precisa vir acompanhada de outras medidas;, assinalou.

Troyjo afirmou que é preciso considerar três compartimentos: conjuntura, estrutura e abertura. ;Atualmente, as circunstâncias apontam para a disputa comercial entre as duas potências China e Estados Unidos. Há quem diga que existe uma guerra fria entre os dois, mas o fato é que existe um alto grau de interdependências entre as duas nações;, disse.

O secretário destacou que o Brasil precisa retomar o foco nas relações com os EUA. ;Na nossa conjuntura, não podemos deixar de levar em consideração nossas relações comerciais com os EUA;, reiterou. Mas mercados como o Sudeste Asiático e o Mercosul também não podem ser ignorados.

;O que precisamos fazer é nos estruturarmos para essa competição. Nossa agenda é de correção de equívocos do passado, que passa pelas reformas. Precisamos ter a capacidade de responder, qual nossa política comercial;, afirmou. A formulação da coordenação interna, destacou o secretário, reside em definir o interesse nacional e melhorar o nosso sistema multiagências.;

Sobre a abertura, Troyjo destacou que o país está fechado por barreiras tarifárias, regras e burocracia. ;Vamos abrir o país nos próximos quatro anos. Seja pela frente negociadora ou tarifária, pela simplificação dos processos e pela queda de impostos, ou ainda pela exposição de setores brasileiros, a economia vai se abrir. Será muito mais integrada. Mas não vamos fazer isso de forma irresponsável e sim com sintonia e sincronia;, garantiu.

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