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Correio Braziliense

'Não vai ser como antigamente', avisa Guedes aos líderes sindicais

O ministro criticou a forma atual de lideranças sindicais e ressaltou que é preciso acabar com os privilégios


postado em 07/02/2019 18:29

(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
 
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse, em entrevista à jornalistas, que a única certeza que os sindicatos podem ter é que “a vida não vai ser como antigamente”. Ele criticou a forma atual de lideranças sindicais e ressaltou que é preciso acabar com os privilégios. As declarações foram dadas na tarde desta quinta-feira (7/2) na Residência Oficial do Senado, localizada na Península dos Ministros, em Brasília.

Ele se reuniu na durante a tarde com o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP), para tratar sobre o assunto. “Os sindicatos devem ter paciência também. A única certeza que os sindicatos podem ter é que a vida não vai ser como antigamente, onde os líderes sindicais têm uma vida muito boa a custas dos trabalhadores que não têm empregos e nem benefícios previdenciários corretos”, afirmou o ministro. 

Segundo Guedes, o regime de aposentadorias e pensões atual é fiscalmente insustentável e os trabalhadores estão pagando por privilégios. “Nós temos que fazer a reforma, todos sabem. Os princípios são princípios de equidade. Em vez de ter privilégios, exatamente nós vamos em direção a um novo regime previdenciário”, ressaltou.

Ele voltou a destacar que 46 milhões de brasileiros não contribuem para o sistema previdenciário porque os encargos trabalhistas são altos. “Os sindicatos, na verdade, foram criados num governo fascista. O regime trabalhista brasileiro é oriundo da Carta Del Lavoro, que é fascista, ditador Mussolini, na Itália, que criou lideranças obsoletas, falsas, que, na verdade, trabalhavam contra os interesses dos trabalhadores”, criticou. “Esses interesses corporativos de sindicatos, sejam patronais, sejam de trabalhadores, são falsas lideranças que aprisionaram o Brasil num sistema obsoleto, fabrica privilégios, sustenta diferenças e iniquidades, e, pior, está afundando o país”, completou.

Guedes ressaltou ainda que a reforma da Previdência que está sendo encaminhada não mexe em direitos trabalhistas. “Está mexendo em absolutamente nada. Está olhando para o aspecto financeiro e abrindo a porta para que, exatamente, no fórum adequado, que é o Congresso brasileiro, essas perspectivas futuras possam ser trabalhadas. 

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