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Correio Braziliense

Após resultado fraco, PIB do Brasil continua na lanterna global

Com alta de apenas 1,1% em 2018, economia brasileira só não cresceu mais do que as da Itália e do Japão em um ranking de 42 países


postado em 28/02/2019 12:25 / atualizado em 28/02/2019 12:30

A média geral do PIB levantada pelo economista-chefe da Austin, Alex Agostini, ficou em 3,2%(foto: Lucas Pacífico/CB/D.A Press)
A média geral do PIB levantada pelo economista-chefe da Austin, Alex Agostini, ficou em 3,2% (foto: Lucas Pacífico/CB/D.A Press)

Ao registrar o crescimento de 1,1% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2018, conforme dados divulgados, nesta quinta-feira (28/02), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil manteve-se na rabeira do crescimento global. Levantamento feito pela Austin Rating revela que o Brasil ficou na 40ª colocação em um ranking de 42 países, à frente apenas de Itália e de Japão, cujas economias tiveram expansão de 0,8% e 0,7%, respectivamente.

A média geral do PIB levantada pelo economista-chefe da Austin, Alex Agostini, ficou em 3,2%, ou seja, pouco mais de três vezes acima da taxa do PIB brasileiro. A previsão o crescimento global é de 3,7% e a média dos países do Brics (grupo de economias emergentes de crescimento rápido) está bem mais acima: em 5,1%. 

“O resultado do PIB veio abaixo do que esperávamos, de alta de 1,3%, porque decepcionou na parte da indústria e do investimento. Com isso, o país continua crescendo pouco e, para ter uma expansão acima de 3% ao ano de forma sustentável, será necessária uma taxa de investimento próxima às da China e da Índia, em torno de 30% do PIB”, afirmou. 

De acordo com os dados do IBGE, a taxa de investimento brasileira ficou em 15,8% do PIB, uma leve alta em relação aos 15% registrados no quarto trimestre de 2017. “Isso significa que o país continuará com um crescimento baixo por um longo período. O mundo e os demais países emergentes crescem mais do que o Brasil e o país não consegue crescer mais devido aos velhos problemas: corrupção, infraestrutura precária e carga tributária elevada”, lamentou Agostini. Ele contou que, por conta do resultado abaixo do esperado em 2018, ele reduziu de 3% para 2,6% a previsão de crescimento do PIB em 2019.

Como Índia e Estados Unidos ainda não divulgaram seus resultados, Agostini contou que considerou uma estimativa de crescimento para esses países, de 7,5% e  de 2,7% para elaborar a tabela que costuma ser composta apenas pelas economias que já divulgaram seus resultados. Ainda hoje, os EUA registraram alta de 2,9%, acima dessa previsão. O ranking é liderado pela Índia, e, em segundo lugar ficou a China, com alta do PIB de 6,6%. O país latino-americano melhor colocado foi o Peru, com crescimento econômico de 4%, na 14ª colocação. O México ficou na 33ª posição, com alta de 2%.
 
 

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